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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Estudo divulgado nesta semana pelo Observatório de Inteligência Econômica da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Birigui explica como, em 22 anos, a China se tornou o principal parceiro econômico do município.

O documento revela que, em 1997, a Argentina foi o principal comprador de produtos biriguienses, movimentando US$ 5.572.587,00. Já em 2019, o gigante asiático aparecia disparado na liderança com quase o dobro de investimento do vizinho sul-americano na segunda metade da década de 1990. De acordo com o levantamento, somente no ano passado, Birigui exportou US$$ 9.434.443 para o país oriental.

Chama atenção no balanço o fato de que, no primeiro ano da pesquisa, os chineses não apareciam nem entre os dez maiores parceiros do município da região.

Segundo o idealizador da pesquisa, o economista Marco Aurélio Barbosa, o fortalecimento das relações com a China foi muito além da indústria calçadista, carro-chefe da economia biriguiense. “A ascensão da China como parceira comercial se deve às exportações de soja e milho (commodities) para aquele país, que demanda muita matéria-prima e produtos de alimentação em decorrência de uma população de mais de 1.3 bilhão e da necessidade de suprir a demanda da indústria e sua capacidade produtiva”, explica Barbosa, que contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Nelson Giardino. O objetivo foi avaliar a inserção de Birigui no mercado externo entre o final dos anos 1990 e 2019.

De acordo com Barbosa, hoje, os calçados representam aproximadamente um terço das exportações de Birigui. Além das commodities agrícolas, a cidade também comercializa para o exterior máquinas e equipamentos, com destaque para transformadores elétricos, que são considerados importantes por gerarem valor agregado.

Apesar do avanço chinês, o pesquisador destaca o amplo leque de países que recebem produtos biriguienses. São mais de 60, ao todo. Além da China, ocupam posição de destaque no ranking dos maiores compradores Bolívia, Equador, Venezuela, Argentina, Peru, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Paraguai e Chile.

No primeiro semestre deste ano, no entanto, o principal destino das exportações de Birigui foi a França, com um movimento de US$ 3 milhões, volume correspondente ao de resíduos sólidos da extração do óleo de soja. Conforme Barbosa, a procura pelo mercado francês se deve a oportunidades visualizadas pela empresa exportadora.

VÍDEO

Como forma de transparência, a Secretaria de Desenvolvimento divulgou, nas redes sociais, vídeo desenvolvido pelo Observatório de Inteligência Econômica com o estudo.

O material apresenta, ano a ano, os principais países compradores das exportações do município, evidenciando as mudanças ocorridas ao longo do tempo.

“Nota-se que apesar das várias crises do mercado internacional, da globalização, da guerra comercial e das mudanças na economia mundial as empresas biriguienses continuaram sua trajetória de conquista de novos mercados levando os produtos produzidos na cidade para um número diversificado e expressivo de países alcançando todos os continentes. Hoje são mais de 60 países que recebem os produtos locais”, destaca o documento.

Dessa forma, conclui o pesquisador, os 22 anos (1997 a 2019) de história de desbravamento do mercado internacional apresentados no vídeo são uma demonstração do vigor e da força da economia da cidade e da garra de seus empreendedores que enfrentaram ao longo do tempo conjunturas econômicas adversas. Mesmo assim, enfatiza Barbosa, continuaram produzindo e gerando riquezas e empregos para Birigui e para o país. “Em relação a conjuntura, foram anos de enfretamento de crises cambiais, aumento de taxas de juros, recessões, crises políticas, inflação, problemas logísticos, barreiras comerciais, entre outros”, finaliza.

 


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