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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

A Associação de Lojistas do Shopping Praça Nova Araçatuba entregou na última quinta-feira uma carta de intercessão ao prefeito Dilador Borges (PSDB) pedindo para que ele interceda junto ao estado para a volta das atividades do shopping. No documento, assinado pelo presidente da Associação, Gustavo Fernandes Dinamarco, os 85 lojistas representados alegam que o Praça Nova é o local mais preparado para atender aos consumidores no período de pandemia.

De acordo com o texto da carta, já protocolada na prefeitura, cerca de 30% a 50% dos funcionários do local já foram ou serão desligados de suas funções caso o centro de compras siga fechado. Os colaboradores que mantiveram seus empregos estão inclusos na MP do Governo Federal de redução de jornada de trabalho e de suspensão de contratos.

O manifesto ainda explica que 80% dos lojistas do shopping são de pequeno e médio porte e não possuem condições financeiras de manterem suas operações fechadas com os custos decorrentes do negócio. “Além dos empregos, negócios, operações e marcas importantes para a cidade de Araçatuba como Pizza Hut e Ri Happy já fecharam suas portas diante da suspensão de funcionamento do Shopping Praça Nova Araçatuba. As operações presentes na Praça de Alimentação, por exemplo, já se encontram próximas de 120 dias fechadas”, diz o texto.

Preparados

Os lojistas do Praça Nova acreditam que o estabelecimento é o mais bem preparado para atendimento de clientes. Segundo o texto apresentado ao prefeito, o controle é rígido e a higienização tem sido levada à risca tanto por eles quanto pela direção do centro de compras.

Eles afirmam ainda que estão sofrendo concorrência do comércio de rua, que segundo eles seguem mantendo o atendimento de “meia porta”. “O Shopping Praça Nova e seus lojistas são atualmente o segmento de varejo mais bem preparado que outras modalidades para atender o seu público em meio a pandemia. Conta com contadores de fluxo de pessoas em suas portas, controle de veículos através de seu estacionamento, e amplo know-how e equipe treinados para higienização e orientação de seus clientes, além de um sistema de ar-condicionado que renova sempre o seu ambiente interno”, diz o texto.

O manifesto ainda segue. “… hoje conforme determinação se encontra fechado, sem qualquer tentativa de burlar os embargos impostos pelo retrocesso do município à Faixa Vermelha do Plano São Paulo, sofrendo com a concorrência desleal do comércio de rua que notoriamente desrespeita as normas impostas pela pandemia, mantendo a “meia porta”, o funcionamento de suas operações, enquanto os operadores aqui presentes seguem à risca todas as determinações legais”, afirma o documento.

Indignação

Em conversa com a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, o presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Praça Nova, Gustavo Dinamarco, afirmou que não obteve resposta da prefeitura e que a intenção é fazer uma coletiva de imprensa explicando melhor o problema econômico vivido pelos lojistas.

O empresário afirma estar indignado com a situação e com o fechamento do centro de compras. Dono da Sucos S/A, que fica na praça de alimentação, ele teme que seu estabelecimento só reabre próximo ao final do ano. “Eu tive que suspender meus funcionários por dois meses e depois disso mantive a redução salarial, mas estou tendo que pagar 30% sem funcionar. A praça de alimentação a minha preocupação é muito maior, a praça não funciona no laranja (fase 2 do plano SP que permite a abertura do shopping, mas sem a praça de alimentação e áreas de lazer), ela está correndo risco de ficar pra outubro, tem ideia do que é isso? Ficar mais de meio ano fechado?”, afirmou.

Em conversa com a direção do Multi Shop e do Araçatuba Shopping, a intenção dos lojistas do Praça Nova é organizar uma coletiva de imprensa para pressionar ainda mais a prefeitura para interceder pela reabertura junto ao estado. “Essa carta impulsionou os condomínios que não estão funcionando. Estamos pensando em fazer uma coletiva semana que vem. Precisamos chamar a imprensa, olha está doendo aqui, o que o prefeito vai fazer?”, questionou.

Pedido será levado ao estado

Em nota à reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, a prefeitura de Araçatuba afirmou que tem ouvido os pedidos de comerciantes, donos de restaurantes, lojistas de shoppings e donos de academias. Porém, segundo o poder público municipal, as medidas impostas pelo governo estadual são inflexíveis.

A resposta diz que o prefeito Dilador Borges (PSDB) levará ao Comitê de Contingenciamento do Estado o pedido formulado pelos lojistas do Shopping Praça Nova, mas não pode sinalizar que haverá reabertura, porque as diretrizes do Plano SP são feitas pelo governo do estado.

A prefeitura ainda afirma que está fazendo ações preventivas, campanhas de conscientização e ações de fiscalização para conter o avanço dos casos positivos na cidade, mas alerta que é “extremamente” necessário que a população contribua para que Araçatuba progrida nas fases da flexibilização.


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