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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

A região de Araçatuba permanecerá mais duas semanas, pelo menos, com os seus serviços, shoppings e comércio não essencial fechados. Segundo a 6ª atualização do Plano São Paulo de flexibilização da economia, anunciada no começo da tarde desta sexta-feira (10) pelo governador de São Paulo, João Dória, e sua equipe, a região segue na fase 1 (vermelha), que permite apenas a abertura do comércio essencial, como supermercados e farmácias. Regiões que já estiveram em situação pior conseguiram a fase laranja, como Marília e Presidente Prudente. São José do Rio Preto se manteve nesta fase. A região de Araçatuba está cometendo erros e falta efetividade no trabalho dos gestores públicos.

De acordo com dados apresentados durante o anúncio, o excessivo aumento na taxa de internações foi o responsável pela manutenção da região na fase vermelha. Segundo os números apresentados pela equipe do governo estadual, foi registrado um aumento de 61% nas internações de pacientes com sintomas ou confirmação de covid-19 ao longo desta semana, em relação à semana anterior.

Na semana passada, este mesmo índice havia registrado uma queda de 3%, o que deixou o estado otimista quanto à chance de avanço da região de Araçatuba na flexibilização. Para este avanço, porém, os dados positivos precisam ser mantidos ao longo de duas semanas.

Araçatuba e toda a região apresentaram aumento de índices em todos os critérios analisados no Plano São Paulo. Nesta semana, por exemplo, a região registra 60% de leitos ocupados, mais que os cerca de 47% da semana anterior, ainda que o número de leitos para cada 100 mil habitantes tenha aumentado de 11,9 para 12,6 de semana passada para agora.

Na variação de casos, no prazo de uma semana, a região de Araçatuba passou de aumento de 15% para um aumento de 54% em relação à última atualização, em 3 de julho. A variação de óbitos também foi um pouco maior nesta semana, passando de um aumento de 42% para uma elevação de 47%. Nenhum destes dados, porém, impediria a progressão da região, segundo os critérios adotados pelo governo paulista.

Fase vermelha

Além da região de Araçatuba, apenas outras três regiões do estado permaneceram na fase 1 (vermelha) de flexibilização. As regiões de Ribeirão Preto, Franca e Campinas também seguem sem poder abrir seu comércio não essencial.

Nestas outras regiões, a ocupação das UTIs dos hospitais preocupa. Ribeirão Preto tem 88% de ocupação, Franca tem 85% e Campinas 80% – o município de Campinas já estão mandando seus pacientes para internação em São Paulo, onde há ocupação de 67% dos leitos, número considerado satisfatório.

Avanço

Cinco regiões que estavam na fase 1 (vermelha) avançaram para a fase 2 (laranja) na atualização desta sexta-feira e poderão reabrir comércio, shopping e serviços a partir de segunda-feira, dia 13. São elas: Presidente Prudente, Marília, Bauru, Piracicaba e Sorocaba.

Permanecem nesta fase as regiões de Araraquara, Barretos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Taubaté e a região de Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

A etapa laranja permite funcionamento com 20% da capacidade de atendimento presencial em escritórios em geral, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias. A abertura é restrita a quatro horas diárias, todos os dias, ou seis horas durante quatro dias e fechamento por outros três.

Já a região de Registro pulou da fase 1 (vermelha) direto para a fase 3 (amarela). A região possui apenas 34% de ocupação em seus leitos de UTI, teve diminuição de 8% na variação de casos e de 80% na variação de óbitos em relação à última atualização.

Também avançaram para a etapa 3 (amarela) a Baixada Santista e as regiões do Alto do Tietê e de Osasco, ambas na Grande São Paulo. Estas regiões estavam na fase 2 (laranja) até esta semana. Elas se juntam à Capital Paulista, à região do ABC e Taboão da Serra. Nenhuma região regrediu de fase na atualização divulgada ontem.

Nesta fase, os municípios destas regiões podem reabrir bares, restaurantes e salões de beleza com 40% da capacidade, academias com 30% e expediente diário de até seis horas.

As regiões que permanecerem por 28 dias seguidos na etapa amarela também poderão reabrir, com limitações, espaços culturais como museus, bibliotecas, cinemas, teatros e salas de espetáculos.

Na próxima atualização do Plano São Paulo, no dia 17 de julho, não haverá avanços de fase, segundo critérios estabelecidos pelo governo. Porém, poderá haver regressão, caso aumente a preocupação com a ocupação de leitos de UTI e a variação de casos, internações e óbitos por conta da doença.

Alerta

Apesar de estarem na fase 2 (laranja) da flexibilização, as regiões de Barretos, Piracicaba e Sorocaba estão no radar do governo por conta da ocupação nas UTIs dos hospitais.

Barretos e Piracicaba, por exemplo, registram no momento 78% de ocupação, apenas 2% a menos do preconizado pelo Plano SP para que uma região regrida de fase na flexibilização. Piracicaba, inclusive, registrou um aumento de 100% na variação de mortes.

A mesma preocupação ocorre com a região de Sorocaba, que está com 74% de ocupação nos leitos de UTI.

Otimismo

O governador João Dória (PSDB) afirmou, durante o anúncio, que acredita que o Plano São Paulo tem sido um sucesso e ficou otimista com o fato de nenhuma região ter necessitado da regressão de fase nesta semana.

Segundo ele, o objetivo segue sendo o da preservação de vidas. “Preservar vidas é, foi e continuará a ser prioridade do Governo de São Paulo e de todos que têm responsabilidade em nosso estado. Iniciamos uma nova fase na luta contra a pandemia, que marca gradualmente e de forma segura o retorno à normalidade. Uma fase que resgata nossa esperança e alimenta nosso otimismo”, afirmou Doria.

A3 Comércio Fechado (7)


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