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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Segundo números apresentados em painel durante coletiva de imprensa da equipe do governador João Dória (PSDB), na tarde de ontem, a região de Araçatuba, que segue na fase 1 (vermelha) do Plano São Paulo de flexibilização da economia, teve melhora nos índices que determinam a reabertura da economia na região.

O chefe do executivo estadual e sua equipe anunciaram também a opção de abertura de comércio, shoppings e serviços na fase 2 (laranja) do Plano São Paulo por até seis horas seguidas, porém apenas quatro dias na semana.

Também foi anunciado que o estado passou de 9 para 10 regiões na fase 1 (vermelha) da flexibilização, com a regressão do DRS de Campinas.

O governo do estado também informou que municípios que ficarem por pelo menos quatro semanas seguidas na fase 3 (amarela) da flexibilização, poderão abrir museus, centros culturais, cinemas, teatros e casas de espetáculo.

Araçatuba melhora

Na 5ª atualização do Plano São Paulo desde a sua implantação, a região de Araçatuba apresentou uma melhora nos índices que, se prosseguirem por mais uma semana, podem fazer com que a região avance novamente no plano de flexibilização do estado. A região, porém, segue na fase 1 (vermelha) por pelo menos mais uma semana.

Se na semana passada, o aumento expressivo de 173% nos casos confirmados de coronavírus entre 19 e 29 de junho foi o grande vilão da regressão da região, desta vez o aumento de casos entre o dia 29 e a última sexta-feira foi de 15%, considerado satisfatório para um avanço na flexibilização da economia.

Na variação de internações, a região de Araçatuba diminuiu em 3% as internações em relação à atualização anterior. Porém, os casos de óbitos aumentaram 42%.

Em Araçatuba, 52,4% dos leitos de UTI estão disponíveis para o atendimento de casos graves de covid-19 e há a media de 11,9 leitos para cada 100 mil habitantes na região, que conta com quase 800 mil habitantes.

Campinas regride

A realidade do avanço da pandemia do novo coronavírus no interior de São Paulo ainda é preocupante. Nesta sexta-feira, o governo de São Paulo anunciou a regressão da região de Campinas para a fase 1 (vermelha) da flexibilização.

Com isso, a partir da próxima semana, Campinas e as cidades próximas terão que novamente fechar seus estabelecimentos comerciais não essenciais.

O dado que mais preocupa em Campinas é a ocupação dos leitos de UTI. A região chegou a 80% das UTIs ocupadas na nova atualização semanal feita pelo Comitê de Contingenciamento do estado. Além de Campinas, Ribeirão Preto possui dados preocupantes nesse quesito, com 86,4% das UTIs ocupadas. A região já estava na fase vermelha.

Opções na fase 2

Segundo informações apresentadas durante a coletiva, as cidades que estão atualmente na fase 2 (laranja) da flexibilização, casos das regiões de São José do Rio Preto, Barretos, Araraquara, São João da Boa Vista, Taubaté, Baixada Santista, e demais regiões mais próximas à Capital Paulista, poderão escolher entre duas opções de abertura de comércio, shoppings e serviços.

Até esta semana, cidades nesta fase podem abrir o comércio, shoppings e serviços, todos os dias por apenas 4 horas seguidas para atendimento presencial. A partir da próxima semana, os locais nesta fase terão a opção de abrir seu comércio não essencial por até 6 horas seguidas, porém apenas 4 dias na semana, mantendo o atendimento ao público fechado nos demais três dias.

Atividades culturais na fase 3

Em um dos anúncios feitos pelo estado nesta sexta-feira, o governador João Dória irá permitir que regiões que permaneçam por 4 semanas seguidas na fase amarela reabram atividades culturais, como museus, galerias, cinemas, teatros, bibliotecas e casas de espetáculo.

O município de São Paulo, por exemplo, que está na fase amarela desde o dia 29 de junho, se permanecer na mesma etapa, poderá retomar essas atividades no dia 27 de julho.

Para estes setores, será necessário ter ocupação máxima de 40% da capacidade do local, funcionamento máximo de 6 horas por dia, público sentado e assentos com distanciamento mínimo de 1,5 metro e uso obrigatório de máscara.

A venda de ingressos deve ser exclusivamente online, para assentos marcados e horários pré-agendados e será necessário controlar o acesso e o número de pessoas, observando a lotação máxima. O consumo de alimentos e bebidas deverá ser suspenso, garantindo que todos mantenham o uso das máscaras.

Grandes eventos e demais atividades culturais que geram aglomeração serão autorizadas após 28 dias consecutivos do estado de São Paulo na fase verde.

Academias e restaurantes

As academias poderão funcionar na fase amarela com até 30% de sua capacidade. Serão permitidas apenas aulas e práticas individuais e os equipamentos devem ser limpos ao menos três vezes ao dia. As academias deverão suspender o uso de chuveiros nos vestiários, mantendo apenas os banheiros abertos. Todos os alunos e instrutores deverão utilizar máscaras

Já os bares e restaurantes poderão funcionar, na fase amarela, por até 6 horas consecutivas, mas somente até às 17h com atendimento presencial, sendo vedada a abertura destes locais no período noturno, como vinha ocorrendo até esta semana.

70 mil vidas salvas

Nas palavras do governador João Dória (PSDB), o seu governo salvou aproximadamente 70 mil vidas com o Plano São Paulo de flexibilização e as medidas tomadas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

“São Paulo já salvou mais de 70 mil vidas ao longo de cinco quarentenas. Prosseguiremos com uma quarentena não mais homogênea, fundamentada no Plano São Paulo e que orienta as pessoas sobre o melhor procedimento para salvarem suas vidas”, disse Doria.

O mandatário do estado voltou a afirmar que todas as medidas tomadas estão de acordo com orientações do comitê de saúde. “São Paulo continuará seguindo as orientações da medicina e da ciência. Sem concessões a ideologias, pressões ou propostas populistas. Todos nós queremos deixar para trás essa tempestade, mas a travessia ainda não terminou. Por isso, não podemos e não vamos relaxar. Continuamos recomendando que as pessoas, se puderem, fiquem em casa. Principalmente as pessoas dos grupos de maior risco, com mais de 60 anos e comorbidades. E os que tiverem que sair, sempre usem máscara”, acrescentou o governador.


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