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A NOVA POUPANÇA

Pedro Barsalobre 

Nunca na história do Brasil a taxa de juros esteve em um patamar tão baixo como 2,25% ao ano. Paulo Guedes, ministro da Economia, disse um dia que o Brasil era o país do “rentista”, aquele indivíduo que vive de renda somente com suas aplicações de renda fixa “sem risco”. Pois bem, esse Brasil acabou, mas e para aquele investidor que é conservador e prefere o baixo risco em suas aplicações, como ficam seus investimentos? Uma alternativa muito simples, mais segura e rentável que a poupança são os investimentos no Tesouro Direto. Através de uma conta no banco ou em alguma corretora é possível acessar as opções de investimentos que o Tesouro Direto pode fornecer através dos títulos públicos. O Tesouro Direto é um programa criado em 2002 pelo Tesouro Nacional – órgão responsável pela gestão da dívida pública – para permitir que pessoas físicas comprem papéis do governo federal pela internet. A opção é mais segura pois conta com a garantia do Tesouro Nacional, incorrendo em um risco soberano, que seria o risco de um governo não honrar um empréstimo ou outros compromissos em virtude de mudanças em sua política nacional. Em outras palavras pode-se dizer que a pessoa que está comprando um título público empresta dinheiro ao governo federal.
A escolha do melhor título público para você comprar segue os mesmos pressupostos de qualquer outro investimento. O primeiro passo é definir o prazo em que você pode – ou quer – deixar o dinheiro investido e o nível de risco que está disposto a correr. Há três grupos de títulos públicos à venda no Tesouro Direto: prefixados, pós-fixados e híbridos. Nos prefixados, no momento da compra você sabe exatamente quanto vai receber de retorno, desde que faça o resgate apenas no vencimento do título. Já nos papéis pós-fixados, você conhece os critérios de remuneração, mas só saberá o retorno total do investimento no momento do resgate, uma vez que esses papéis são atrelados a um indexador que pode variar. Por último, existem também os títulos híbridos, que têm parte da remuneração definida no momento da compra e o restante atrelado à variação da inflação.
Para o investidor mais conservador e que quer guardar sua reserva de emergência nesse tipo de investimentos, o mais aconselhável é o Tesouro Selic pois não há risco de perda do capital investido. Os demais títulos, prefixados e os híbridos, se resgatados pelo investidor antes do prazo, podem gerar prejuízo. O motivo é a flutuação diária no preço daquele papel. São vários os fatores que influenciam nesta oscilação. Por isso atenção ao vencimento dos títulos, se o investidor comprar e ficar com o título até o vencimento será pago por aquilo que foi acordado no momento da compra.
Nos últimos anos, o Tesouro Direto atraiu milhares de brasileiros e se tornou um dos recursos mais utilizados entre os investidores que buscam dar o primeiro passo para fora da tradicional caderneta de poupança. Como a poupança rende 70% da SELIC e o Tesouro Selic 100%, o investimento fica atrativo, pois a segurança de investir no “risco-país” é maior do que investir no “risco-banco”.
Pedro Barsalobre é formado em Marketing e Pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV. Possui certificação ANCORD de Agente Autônomo de Investimentos. Trabalhou por 10 anos em uma Instituição Financeira de grande porte e fundou a Arassá Investimentos em 2018 com mais dois sócios. Hoje é Assessor de Investimentos e Sócio Fundador na Arassá Investimentos, escritório credenciado à XP Investimentos.


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