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ANTONIO CRISPIM – ARAÇATUBA

No dia 23 de março, quando foi determinado o isolamento social, dando início à quarentena devido ao coronavírus, o que resultou no fechamento do comércio, foi permitido apenas o funcionamento de serviços essenciais, como supermercados, farmácias, açougues, mercearias e postos de combustíveis. No início de abril o preço do etanol começou a cair. Com a queda nas vendas e nos lucros, muitos proprietários de postos tiveram que emitir. Na última semana, o preço do etanol voltou a subir e segundo um empresário do setor, foi o fim da “guerra de preços”. “Voltou ao normal. O mesmo preço de outras cidades”,

Como no início da quarentena houve maior adesão ao isolamento social, as pessoas não saíam de casa, A queda na venda foi superior a 50% e em alguns casos superou 60%. Muitos postos cortaram até 40% do quadro de pessoal.

No início de janeiro deste ano, o etanol chegou a ser vendido em Araçatuba a R$ 2,670 e a gasolina a R$ 4,299. Na primeira semana de maio, o etanol chegou a R$ 1,859 e a gasolina a R$ 3,379, o que representa queda de 21,50% e 30,38% respectivamente. Agora, o etanol está custando R$ 2,59 e a gasolina chega a R$ 3,99, com algumas variações de preços.

De acordo com empresários do setor, mesmo com a queda nos preços, as vendas se mantiveram em baixa. “Além de cair o faturamento, reduziu o lucro e isso vai ter sérias consequências no futuro”, alertou na época um empresário.

“As vendas não caíram. Despencaram. Em média hoje vende-se um terço das vendas antes da quarentena, pois quem pode, deve ficar em casa como é recomendado. A receita hoje não está cobrindo os custos de funcionamento. O ideal seria aumentar as margens de lucro para tentar manter o ponto de equilíbrio e não dispensar funcionários. No entanto, para fazer caixa, muitos postos optaram por reduzir o preço e com isso reduzir ainda mais a margem de lucro, com sérias consequências para o capital de giro”, continuou.

O mesmo empresário foi procurado pela reportagem quando o preço do etanol foi reajustado. Ele explicou que havia uma “guerra de preços” em Araçatuba, que não chegou a outras cidades.

“Estava havendo uma guerrinha entre as distribuidoras. O custo hoje já está maior do que era o nosso preço de venda. A guerra era local”, disse o empresário, mostrando que o preço da distribuidora na semana passada. A gasolina comum estava com preço de custo de R$ 3,57747 e o etanol R$ 2,25901. Ou seja, o preço dos dois combustíveis estava bem acima do cobrado nas bombas nas semanas imediatamente anteriores.


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