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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

No início da terceira semana de reabertura da economia, boa parte do comércio de Araçatuba já está adaptado às novas normas de higienização determinadas pelo Plano SP de reabertura da economia, proposto pela equipe do governador João Dória (PSDB).

De acordo com a ACIA, Associação Comercial e Industrial de Araçatuba, dirigentes da entidade têm percorrido as lojas do comércio do município e fizeram uma boa avaliação sobre a higienização dos ambientes, com a utilização de álcool em gel e disponibilização para colaboradores e consumidores,  e o controle de entrada dos clientes, para não ultrapassar os 20% de capacidade permitida para cada estabelecimento na fase 2 do plano, na qual Araçatuba está inserida.

Nas primeiras duas semanas de abertura com dois horários diferentes – na primeira semana das 10h às 14h e na segunda semana das 14h às 18h – várias foram as filas que se formaram no calçadão para o controle da entrada dos consumidores, o que ajudou a dar um aspecto mais cheio ao principal corredor comercial de Araçatuba.

Para o diretor da ACIA, Nei Ferracioli, todas as lojas visitadas nestas duas semanas estão cumprindo as normas de controle do atendimento, contribuindo para que Araçatuba sofra menos com o contágio do novo coronavírus, enquanto movimento a economia. “Eu tenho visitado o. calçadão, corredores centrais e comerciais e tenho visto que os comerciantes e colaboradores tem controlado a entrada de consumidores, medindo temperatura das pessoas na entrada das lojas, orientando sobre o distanciamento social e principalmente exigindo o uso de máscaras para entrar nos estabelecimentos”, afirmou o diretor.

Ferracioli acredita que os empresários e os colaboradores estão preocupados com o momento atual vivido e estão cumprindo as exigências para que suas lojas continuem abertas. “Todos estão preocupados em fazer exatamente as orientações da saúde para que o nosso comércio permaneça aberto”, disse.

O diretor da entidade representante dos lojistas faz o alerta para que a população se conscientize e não deixe de usar a máscara ao transitar pelo comércio. Ele orienta que nenhum estabelecimento que visitou está permitindo que clientes adentrem no espaço sem o utensílio. “As pessoas precisam se conscientizar que o uso da máscara é essencial para o bem de todos. O uso da máscara está sendo obrigatório para que possa entrar nas lojas para fazer as compras. E os próprios comerciantes estão sendo exigentes com todos para que usem a Máscara antes de entrar na loja”, completou.

Estado

Um levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo mostrou que a maior parte dos lojistas acredita que pelo menos 70% dos estabelecimentos comerciais já se adequaram às obrigações sanitárias do Plano SP. Esta foi a opinião de 60% dos lojistas entrevistados.

Outros 40% dos empresários observaram que 30% dos comércios ainda estão em processo de adaptação. “Entre as medidas adotadas estão o distanciamento social, higienização e sanitização dos ambientes, orientação para funcionários e clientes, além da medição de temperatura dos clientes”, explica Maurício Stainoff, presidente da Federação.

Pouco tempo

Outro dado que a pesquisa traz é que o período de quatro horas de funcionamento é pouco, e que o ideal são as oito horas normais de trabalho para ter uma boa distribuição dos clientes e vendas durante o dia.

Diante desse cenário, cinco em cada 10 lojistas preveem a retomada do horário de funcionamento de 8 horas antes de 30 de junho, 30% dos comerciantes a partir de 1 de julho e 20% restantes dos empresários consideram a normalidade após 15 de julho.

Esperança de vendas

Apesar das regiões de Barretos, Presidente Prudente e Ribeirão Preto, Marília e Registro estarem na fase mais restrita (vermelha), dados da pesquisa apontam que até o final de junho, os lojistas têm perspectivas positivas para o cenário econômico do varejo, sendo que 7 em cada 10 comerciantes preveem o crescimento nas vendas para estabilizar o percentual negativo dos últimos tempos, 20% presumem um aumento de 5% nas vendas, e outros 10% supõem upgrades nas vendas de 7%.


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