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VÍTOR MORETTI

Um aplicativo ganhou as redes sociais nessa semana. O FaceApp, para muitos, calhou em boa hora, em meio à pandemia de coronavírus e a quarentena imposta em muitas cidades. O app transforma o rosto de determinada pessoa no de alguém mais velho, ou ainda, há a possibilidade de troca de gênero. Mas, a grande pergunta que fica é a seguinte: o aplicativo é seguro?

 

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Higor Vinicius Nogueira Jorge, que é especialista em crimes cibernéticos, antes de instalar qualquer aplicativo, é necessário pesquisar sobre ele, considerando que existem aplicativos falsos que possuem o objetivo de obter ilicitamente informações das pessoas para praticar crimes contra elas.⠀

 

“Mesmo se o aplicativo for verdadeiro é importante ler seus Termos de Uso e também a Política de Privacidade, costume ainda muito incomum entre os usuários de recursos tecnológicos”, explicou.

 

Para o delegado, as pessoas devem ter cuidado com o aplicativo FaceApp, em razão das informações que constam na Política de Privacidade do aplicativo, que pertence a uma empresa sediada na Rússia.⠀De acordo com a Política de Privacidade do aplicativo, diversas informações sobre seus usuários são coletadas durante sua utilização, inclusive, dados das fotos (apesar da empresa afirmar que os exclui), informações sobre geolocalização do usuário, além do endereçamento IP, informações sobre os seus registros de navegação e, caso redes sociais como o Facebook forem utilizadas para acessar o FaceApp, o aplicativo coleta informações sobre a referida rede social, incluindo, apelido no Facebook, nome e sobrenome, número de “amigos” na plataforma e até mesmo uma lista dos seus amigos ou conexões.⠀

 

Higor Jorge considera que o FaceApp pode colocar em risco a privacidade dos seus usuários e, por isso, não recomenda a utilização do aplicativo. “Quanto ao FaceApp, a preocupação é ainda maior tendo em vista que existem menos mecanismos de fiscalização, transparência e controle da empresa e da gestão das informações coletadas, sendo importante que as pessoas levem mais a sério a Política de Privacidade dos aplicativos e redes sociais que utiliza”, finalizou.

 

O Google defende que “o Marco Civil da Internet e o próprio Código de Defesa do Consumidor dispõem que as lojas virtuais não devem ser responsabilizadas pelas práticas e políticas de aplicativos de terceiros”. “Por isso, tomamos as medidas necessárias para questionar a multa imposta pelo Procon”, finalizou a nota.


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