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ARNON GOMES – BIRIGUI

Na próxima terça-feira, a Câmara de Birigui vota dois projetos de lei do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) que autorizam o município a celebrar convênios com a Santa Casa para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

O primeiro é destinado à prestação de serviços de assistência médica hospitalar de casos suspeitos de covid-19. A previsão é de um repasse de R$ 596.457,06 para o custeio de medicamentos, materiais hospitalares e plantões médicos a fim de atender pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Pela parceira, o hospital fica obrigado a prestar contas do repasse ao município e ao TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).

Já o segundo projeto autoriza convênio do município com a irmandade para prestação de serviços médicos ambulatoriais e de internação. O valor previsto nessa parceria é de R$ 100 mil, ficando também condicionado à prestação de contas junto à Prefeitura e ao TCE.

O aporte acontece em um momento de avanço da doença na cidade. Entre os dias 11 e 12 de junho, os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e de isolamento destinados a pacientes adultos suspeitos ou confirmados para a covid-19 chegaram a ficar todos ocupados na Santa Casa de Birigui. Com isso, pacientes tiveram de ser transferidos para Penápolis, que é referência para Birigui, conforme acordo com o Estado.

DA UNIÃO

Na sessão passada, os vereadores biriguienses haviam aprovado outro projeto de lei encaminhado pelo Executivo que autoriza repasse de recursos para ações de enfrentamento à pandemia no município: R$ 766.260,00 resultantes de convênios com o governo federal.

A verba atenderá as necessidades da Secretaria Municipal de Assistência Social e será aplicada na aquisição de equipamentos de proteção individual e materiais permanentes usados pelos trabalhadores do SUAS (Sistema Único de Assistência Social); e também no aumento da capacidade de atendimento às famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social, como a distribuição de alimentos e demais custeios assistenciais.

BALANÇO

De acordo com painel virtual de acompanhamento da gestão de recursos financeiros dos municípios paulistas no combate ao novo coronavírus, lançado na última semana pelo Tribunal de Contas, até o final de maio, Birigui já tinha gasto R$ 2,40 milhões no enfrentamento à doença, o correspondente a 1,49% da receita total arrecadada pelo município até então, que era de R$ 161,48 milhões.

De repasses federais e estaduais para combate a covid-19, a segunda mais populosa da já tinha recebido R$ 2,86 milhões. Assim como em Araçatuba, o total de serviços ou produtos adquiridos com dispensa de licitação superou, até o quinto mês de 2020, o volume financeiro recebido. As contratações feitas sem processo licitatório chegaram a R$ 3,74 milhões.

 

Município tenta conter avanço da doença

 

Boletim divulgado pela Diretoria de Controle de Epidemias e Endemias de Birigui, no final da tarde de ontem, Birigui tinha, até o final da última semana, 826 casos notificados da doença.

Desse total, 144 testaram positivo para a doença e 51 aguardam o resultado de exames. Outros 432 estão em investigação e 250 deram negativo.

A cidade registra, até o momento, três mortes provocadas pelo novo coronavírus; dois óbitos estão sob investigação e nove foram descartados.

Chama atenção nas estatísticas de Birigui os dados referentes aos profissionais de saúde. De acordo com o levantamento oficial, entre médicos e enfermeiros, foram notificados 182 casos, 70 dos quais positivos para a doença; 94 deram negativo. Há ainda 18 aguardando o resultado de exames.

É, portanto, um cenário bem diferente do que o constatado pelo Tribunal de Contas, quando colheu dados do município para o painel virtual. Até o final de maio, quando foi finalizado o balanço, havia 60 casos confirmados e um óbito em toda a cidade.


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