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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

O levantamento aéreo, apelidado de “IPTU do Drone”, determinado pelo prefeito Dilador Borges para atualização do cadastro que serve de base para o Imposto Predial e Territorial Urbano, ao custo de R$ 2,1 milhão, está tendo um efeito preocupante em Araçatuba, já que pode levar milhares de famílias à inadimplência e até mesmo à dívida ativa, com risco de perder o imóvel.

Em meio a uma crise financeira de proporções ainda incalculáveis, tendo o governo federal que socorrer milhões de famílias em todo o Brasil com a liberação de auxílios cuja principal finalidade é amenizar a fome de quem está perdendo renda, emprego e sobrevivência por conta da pandemia de coronavírus que atinge o país, a atualização do IPTU a mando do prefeito Dilador, prevê aumento na receita de R$ 35 milhões. Porém, dificilmente essa renda vai chegar diante dos problemas financeiros enfrentados pela população.

Como mostra reportagem publicada pelo O Liberal Regional, a Prefeitura de Araçatuba estima arrecadar este ano um montante de R$ 80 milhões com IPTU (Imposto predial e Territorial Urbano). Ocorre que grande parte desse valor está atrelada ao serviço de georreferenciamento contratado a mando do prefeito que recalculou a metragem dos imóveis da cidade e gerou tributos bem maiores que os que a população estava acostumada a pagar.

Um montante estimado em 35 mil contribuintes foi afetado pelo novo cálculo do IPTU em Araçatuba. Isso, devido ao período de desgraça sanitária e financeira vivido pelos brasileiros, vai significar, sem sombras de dúvidas, dívidas por parte da população local para com a Prefeitura.

Ou seja, além de enfrentar problemas relacionados a perda de emprego e renda, boa parte da população de Araçatuba já está se vendo endividada graças a uma ação da Prefeitura, no seu desejo avassalador de aumentar a arrecadação com o IPTU, que está causando ainda mais problemas à população.

Por mais que o município até tenha adiado algumas datas de vencimento das parcelas dos tributos, é tudo muito pouco para quem está enfrentando um período de incertezas.

Sem trabalho, sem renda devida e na dependência de uma ajuda federal, o cidadão de bem que tem famílias para sustentar, filhos a educar e IPTU a pagar, preocupa-se com o futuro. A administração de Dilador mostra-se insensível ao problema e mantém os valores cobrados inicialmente, empurrando muita gente para a vala da inadimplência e do desespero.

A atualização dos valores do IPTU com base em georreferenciamento, que são medições das construções a partir de fotografias feitas por aparelhos instalados em um avião que sobrevoou a cidade, foi no mínimo inoportuna para um momento conturbado que o Brasil já vinha lidando, com a troca de governo e o fato de muitos dos brasileiros ainda estarem conhecendo os novos governantes. O mais grave é insistir nesta cobrança, mesmo diante do difícil momento que todo o país está atravessando.

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