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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Araçatuba poderá avançar para a fase amarela do Plano São Paulo de reabertura da economia. Pelo menos esta é a expectativa do secretário de logística e transportes do estado de São Paulo, João Octaviano Machado Neto.

Em conversa exclusiva por telefone com a reportagem da Clube FM e do jornal O LIBERAL REGIONAL, o secretário, que é responsável pela coordenação do Plano São Paulo nas regiões de Araçatuba e São José do Rio Preto, afirmou que o aumento de leitos de enfermaria e UTI na Santa Casa de Araçatuba, além da estruturação com aumento no número de leitos e respiradores na região, pode ser fundamental para uma melhor classificação do município.

Na segunda-feira, a Santa Casa anunciou o aumento de 42 para 68 leitos de UTI, sendo 16 de enfermaria e outros 10 de UTI com ventilação mecânica. Foram usados os respiradores enviados na semana passada pelo estado de São Paulo. Araçatuba ainda deve receber outros 10 respiradores, também enviados pelo estado. Mais 10 aparelhos foram enviados para Birigui, que até estava com a sua capacidade de leitos na Santa Casa tomada.

Para Machado Neto, esse aumento na estruturação é fundamental para uma melhor reclassificação da cidade e da região. “É exatamente essa ideia. Araçatuba tem a maior estrutura não só para receber os moradores da cidade, mas os moradores da região que demandam atendimento. Foi feito esse crescimento dos leitos aí na Santa Casa. De maneira que esta ação, conjugada com as ações do governo, permitem que Araçatuba vá progredindo na avaliação. Na semana que vem sai a próxima classificação e com certeza nós teremos Araçatuba mudando de fase. Nós estamos com uma boa expectativa na região”, afirmou o secretário.

Segundo João Octaviano Machado Neto, a avaliação é feita pelo estado a cada 7 dias. Neste período, caso haja regressão no contágio ou no número de leitos disponíveis, a cidade volta uma fase do plano. Caso haja uma progressão, espera-se um novo período de uma semana para confirmação. “Você tem 7 dias de averiguação, se nestes 7 dias a situação piorar então automaticamente você vai para uma zona de maior restrição. Se ela melhorar você faz uma segunda avaliação em mais sete dias, então 14 dias, ao fim desse trecho da quarentena ela muda de fase”, explicou.

Atualmente, Araçatuba está na fase 2 (laranja) do plano, que permite o funcionamento de lojas de rua, shoppings e serviços com até 20% de capacidade e por até 4 horas seguidas. Caso consiga avançar para a fase 3 (amarela), a capacidade do atendimento destes serviços passaria para 40% e com 6 horas seguidas, além da possibilidade de abertura de bares e restaurantes para consumo local ao ar livre, além da abertura de salões de beleza também por 6 horas.

Erro de contagem provocou fechamento de bares e salões de beleza

Ao ser questionado sobre a autonomia dos prefeitos quanto à abertura de serviços não essenciais que vão além do plano estabelecido pelo estado, o secretário afirmou que a autonomia vai apenas até onde o plano estadual permite. “O prefeito só não pode ir além dos limites do plano no que diz respeito a atividades que não estão previstas para aquela fase”, afirmou.

Segundo Machado Neto, o fechamento de bares e restaurantes pelo Ministério Público ocorreu devido a uma recontagem na estruturação da região, que havia sido feita errada pela administração municipal. “O sistema integrado do estado que faz a parte de determinação dos leitos, ele tem uma certa defasagem para liberação do leito. O paciente está no leito, ele recebeu alta, você precisa liberar o leito no sistema, pra você fazer isso você precisa higienizar o leito, o ambiente, os equipamentos, fazer uma segunda verificação pela vigilância sanitária e o leito é liberado. Naquele momento houve uma contagem local, não só aí em Araçatuba como em vários municípios, e essa contagem local dava uma classificação diferente.

O secretário continuou explicando que essa defasagem causou a intervenção do Ministério Público na questão. “Em função dessa classificação diferente o prefeito entendeu que como a deliberação é dele, ele foi lá e abriu outras atividades econômicas que estavam previstas na fase seguinte. Quando vem a contagem oficial, que foi esse problema de desencontro que já está corrigido e não existe mais, ele abriu mais setores. O Ministério Público, que está acompanhando isso em todo o estado, percebeu que a contagem não bate e que não poderia abrir”, concluiu João Octaviano Machado Neto.


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