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OMISSÃO  CONSEQUÊNCIA

Rodrigo Andolfato

Venho experimentando um formato diferente para disseminar as ideias liberais através deste jornal a cada semana que passa. Tenho escrito focalizando problemas locais para demonstrar quão vil e ineficiente é o estado fora de seu âmbito natural, o qual é a manutenção das leis e da ordem social. Neste artigo falarei da omissão como sendo um ato de avalizar a tomada das rédeas de nossas vidas por quem quer que seja.
Começo pelo problema local que vivi num condomínio da qual tenho um apartamento para alugar, e no qual o síndico vinha tomando decisões nada “republicanas” no trato da coisa “pública”. Gosto de lembrar, e já escrevi sobre isso no passado, que condomínios são exemplos de modelos de gestão liberal. Em condomínios os “impostos” são chamados de taxas de administração condominial, e diferem-se dos impostos em dois aspectos. Primeiro as taxas são iguais para todos, não há tal coisa do tipo: “quem ganha mais paga mais”. Segundo, as taxas são balizadas em serviços de segurança e manutenção apenas, e onde tudo foi acordado em convenção efetiva, de modo que, assim poderíamos dizer, houve um contrato social.
Mas fato é que, neste condomínio, houve no passado uma tomada de poder por um grupo que tinha um discurso muito semelhante aos discursos dos políticos republicanos de hoje em dia. Prometeram um mundo lindo sem informar a que custos isso iria chegar. Pior, começaram a cobrar valores a maior por coisas que os condôminos poderiam comprar mais barato fora da cercania das regras impostas por esse grupo de opressão. Deste modo, não houve consequência outra que não a convocação de uma Assembleia Geral extraordinária para destituição do governo ora em exercício, no caso um impeachment do síndico e do conselho.
É fácil entendermos o exemplo acima, uma vez que as verdades são mais compreensíveis quando em pano de fundo mais próximo de nossas realidades. No entanto, nos dias atuais, depois de viver sob um regime “democrático” pós regime de governo militar, onde candidatos a “síndicos” da república sempre prometeram um mundo maravilhoso e igualitário, conseguimos ver que tais promessas não passam de sonhos de verão que pela natureza das coisas não podem ser alcançadas.
O mundo sempre apresentará desigualdades que são inatas aos seres humanos. E acreditar em promessas vazias, que jamais poderão ser alcançadas, trata-se do título deste artigo: “Omissão e consequência”. Ao termos conhecimento da impossibilidade de algo, mas querendo acreditar no “viveram felizes para sempre” dos livros infantis, acabamos sempre nos omitindo de nossa obrigação de contestar o “como será feito?”. E daí se deriva sempre a consequência mais nefasta de nossa omissão: O “jogo da corrupção”, do “toma lá da cá”, do “sem isso não se governa”.
Finalizando este artigo, quero dizer que no condomínio, o final foi mais feliz do que o que vivíamos até então. O sindico e seu conselho foram destituídos. O trabalho para organizar voltou as mãos do povo. E o povo, os condôminos, irão realizar que não existe almoço grátis, e que para cada sonho a ser realizado, teremos que retirar de todos, em partes iguais, o resultado do trabalho de cada um. Com relação a república, devemos começar a olhar para ela como um condomínio. Atualmente posso dizer que estou satisfeito com o síndico, mas que o conselho eleito vem dificultando todo o processo de gestão. Oras! Se algo não está bom, não podemos ser omissos! Que peçamos uma Assembleia e destituamos o conselho, para que as consequências sejam boas, precisamos de coragem e de boas ações.

Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Ins-tituto Liberal da Alta Noroeste


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