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INVESTINDO PARA O FUTURO

PEDRO BARSALOBRE

Uma pesquisa realizada em 2019 pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN) mostra que apenas 19% dos brasileiros realizam algum tipo de planejamento prévio de renda extra quando sua fase profissional terminar. Cerca de 81% ainda dependem única e exclusivamente do Instituto Nacional de Seguro Social, o INSS, para sua aposentadoria.

 

Outro dado preocupante foi revelado sobre a educação financeira da população em um cenário complicado após a aprovação da reforma da previdência do último ano. Com a nova previdência, os candidatos a se aposentar pela previdência social terão que trabalhar por um período maior e o governo consequentemente terá de arcar com mais despesas na medida em que o estrato de aposentados aumenta conforme os brasileiros envelhecem e a expectativa de vida cresce.

 

No Brasil são cerca de 13 milhões de CPFs com mais de R$ 1,9 Trilhões investidos nos produtos de previdência complementar. Essas pessoas precisarão ter a consciência de que esse montante deve render o suficiente para garantir uma tranquilidade maior na velhice. Mas como isso em um cenário de juros inferior a 3% ao ano? Para ter mais retorno haverá de ter mais risco e para isso nada como um investimento de longo prazo para se mitigar esse risco.

 

Historicamente investimentos de maior risco e com horizonte de tempo maior tendem a render mais e isso é bom para a previdência complementar. Para uma melhor análise do plano de previdência o investidor deve estar atento as taxas cobradas nos fundos de investimentos de previdência. Taxas como de saída e de carregamento tomam a rentabilidade dos investimentos e por isso devem ser vistas com cautela. Outra cobrança que o investidor deve levar em consideração é a taxa de administração cobrada pelos gestores de fundos de previdência pois no longo prazo podem afetar seriamente o montante de dinheiro no plano.

E o principal ponto é a rentabilidade esperada, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), até novembro de 2019 (último dado disponível) a renda fixa representava 73,5% dos ativos dos fundos e os investimentos em ações, 18%. Acontece que nesse mesmo mês (novembro de 2019) os ativos de renda fixa tiveram rentabilidade negativa de 0,15% por causa da queda nas taxas de juros, o que fez os gestores migrarem para ativos de maior risco como ações.

 

Devido à crise do COVID, a bolsa teve uma grande desvalorização e mesmo que haja indícios de uma recuperação vemos um entrave onde os investimentos em ações estão com rendimentos negativos no curto prazo e os de renda fixa com uma rentabilidade muito baixa. Apenas 3% ao ano, menor nível da história.

 

Investimentos sempre devem render uma taxa semelhante ao atuarial que é tabela que estima a expectativa de vida de determinado grupo de pessoas para calcular valores de benefícios de previdência privada. Quanto menos tempo faltar para a aposentadoria, maior deve ser a rentabilidade. Portanto no cenário atual de taxas mais baixas o investidor deve tomar mais riscos para uma melhor rentabilidade sempre usando tempo de investimento como seu aliado.

 


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