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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Não chegou a ser tão impactante o aumento de inadimplência em uma escola de ensino particular de Araçatuba. Esta é a opinião do diretor regional do SIEESP, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo, Waldman Biolcati, que afirmou que o número de inadimplentes teve um crescimento no mês de maio em relação aos meses anteriores.

Biolcati, que é diretor do colégio Anglo nas cidades de Araçatuba e Penápolis, afirmou que o índice subiu cerca de 33% em sua instituição de ensino. O número de inadimplentes que geralmente fica entre 5% e 6% dos alunos matriculados, subiu para uma media de 8% durante a pandemia do novo coronavírus.

Ele afirma, porém, que o índice de inadimplência anterior a pandemia já era considerado alto para os padrões do ensino particular na região. “O índice de inadimplência antigamente era de 1,5% a 2%, mas depois da última crise econômica ele foi subindo e estacionou no patamar de 5% a 6%. Agora ele chegou a 8%. Ainda não é um aumento astronômico. A preocupação maior é verificar os próximos meses. A pandemia atingiu a todos os seguimentos”, disse Biolcati, que solicitou às demais escolas particulares que atualizem os dados sobre inadimplência no mês de maio para que a entidade consiga ter um maior panorama sobre a questão.

O menor poder econômico com a perda do emprego e o corte nos salários por conta da crise foram os principais fatores que, na visão de Biolcati, fizeram com que a inadimplência aumentasse. “No mês de maio ela (a inadimplência) aumentou um pouco, uns perderam o emprego e outros tiveram o salário diminuído. Ela não é uma inadimplência muito grande, mas ela existiu”, afirmou.

Uma portaria do Procon feita em conjunto com o Sindicato das Escolas definiu que nenhuma das instituições seria obrigada a fornecer descontos lineares, ou seja, para todos os alunos matriculados. A portaria apenas determinou que as instituições de ensino recebam os pais de alunos que quiserem conversar sobre um possível desconto nas mensalidades para que possam chegar a um denominador comum.

De acordo com o diretor regional do sindicato, nas escolas de Araçatuba muitos pais já foram atendidos individualmente, incluindo em sua instituição. “Umas escolas entenderam que seria melhor dar um desconto geral pra todos, outras entenderam que não, ia aproveitar da medida do Procon e conversar com cada pai e de acordo com cada situação atender dentro daquilo que for possível, preservando a saúde da instituição”, disse. Ele ainda continuou. “Eu acredito que como as escolas estão tomando essa atitude de conversar com os pais, conceder um desconto, a tendência é que a inadimplência volte aos patamares antigos com o retorno da economia”.

Apesar da situação de estabilidade com um aumento considerado baixo de inadimplentes, Biolcati acredita que se a economia não se recuperar rapidamente, a tendência é que haja números mais preocupantes nos próximos meses. “Estou numa situação estável, eu praticamente já atendi todos os pais que nos ligaram, temos atendido individualmente. Mas se essa situação durar muito, se tiver mais estragos na economia, com certeza nós teremos problemas lá na frente. Espero que essa situação não se prolongue.”, concluiu sobre este assunto.

Assim como todas as instituições de ensino públicas e privadas de Araçatuba e região, o colégio Anglo está oferecendo estudos remotos aos seus alunos. As aulas online estão sendo bem recebidas pelos pais e pelos estudantes. “Os pais têm demonstrado que o conteúdo que nós procuramos dar para os alunos à distância tem surtido efeito. Evidente que não é mesmo que aula individual. Estamos mantendo os horários que o aluno teria na escola. Plantões a tarde. Estamos o mais próximo da realidade”, explicou.


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