Compartilhe esta notícia!

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Após mais de 1 hora de discussão na sessão de ontem da Câmara Municipal, feita por videoconferência, o projeto do “Trem da Alegria” do prefeito Dilador Borges, que cria, em regime de urgência, 83 cargos efetivos na administração municipal, foi aprovado pelos vereadores com 9 votos favoráveis e 6 contrários.

Foram favoráveis ao projeto de lei complementar do executivo os vereadores Doutor Jaime (PSDB), Almir Fernandes Lima (PSDB), Alceu Batista (PSDB), Rivael Papinha (DEM), Dunga (DEM), Carlinhos Santana (Cidadania), Gilberto Batata Mantovani (PL), Beatriz Nogueira (Rede Sustentabilidade) e a presidente da casa legislativa Tieza Marques de Oliveira (PSDB).

Votaram contra a proposta os vereadores Flávio Salatino (MDB), Cido Saraiva (MDB), Lucas Zanatta (PV), Arlindo Araújo (MDB), Professor Cláudio Henrique (PMN) e Denilson Pichitelli (PSL).

Durante a discussão da proposta, o líder do governo Dilador Borges na Câmara, o vereador Doutor Jaime, e a presidente da Câmara, Tieza, defenderam em discurso a criação de cargos. Já Almir Fernandes Lima disse que o município vai economizar mais de R$ 4 milhões de reais em relação ao que gastava com a empresa terceirizada IVVH, que está sendo investigada pela Polícia Federal.

Logo depois, o vereador Flávio Salatino questionou a economia citada por Almir, questionando o motivo de a administração de Dilador ter demorado mais de 3 anos para fazer a tal economia contratando funcionários pelo próprio município. “Prefeitura demorou 3 anos e meio pra perceber que não estava dando certo? O senhor fala de uma economia, era uma empresa terceirizada que inchou a secretaria e por isso está sendo investigado”, disse. A mesma ideia foi defendida também por Lucas Zanatta. “Do jeito que está hoje sou contrário. Por que antes tinha 174 e agora vai ter 38 sem o IVVH?”, questionou sobre as vagas.

Além disso, os vereadores Flávio Salatino, Denilson Pichitelli, Cido Saraiva e Cláudio Henrique defenderam um desmembramento do projeto, já que todos eles afirmaram ser favoráveis a contratação de novos professores para a rede pública municipal, porém contrários a contratação para cargos como assistente administrativo, por exemplo, que estão previstas no projeto. “Desmembrar a educação desse pacote. Retire esse projeto e manda a educação separada, tem condição de fazer isso, cabe ao líder do governo pedir”, solicitou Cido Saraiva.

O vereador Arlindo Araújo afirmou em sua fala ser inoportuna a contratação de pessoal neste momento de pandemia. Ele lembrou a situação econômica do país e a previsão de queda no PIB – Produto Interno Bruto. Os vereadores Cido Saraiva, Flávio Salatino e Lucas Zanatta também questionaram a situação econômica derivada da pandemia. “Faltam 6 meses para terminar esse mandato? Administração viveu problemas com OSS. É inoportuno a apresentação desse projeto. Por que interferir no próximo prefeito?”, disse Arlindo.

Já o vereador Denilson Pichitelli lembrou a falta de reajuste para servidores públicos por falta de verba, o que contrasta com a contratação de mais pessoal para a administração. Ele também questionou a economia citada por Almir Fernandes Lima e afirmou que, se a prefeitura está gastando mais dinheiro com os serviços terceirizados, deveria assumir as administrações de outros serviços, como o pronto-socorro, por exemplo.

Como o projeto foi aprovado pelos vereadores, irá para a sanção do prefeito Dilador Borges.

A PROPOSTA

O projeto de Dilador aprovado pela Câmara vai criar 15 cargos de assistente administrativo para trabalhar na Secretaria Municipal de Saúde – hoje, são 92 nesta função dentro da pasta. Já na Secretaria Municipal de Assistência Social acrescenta oito postos de atendente, passando dos atuais 170 para 178.

A maior parte dos cargos criados é de professor. A atual gestão quer estabelecer em seu quadro funcional mais 30 vagas de docente, distribuídas entre PEB-1 (Professor da Educação Básica 1) e PEB-2 (Professor da Educação Básica 2). Com isso, o número de professores na rede municipal de ensino pode passar de 955 para 985.

Outra função que o Executivo alterou o quantitativo é a de psicólogo. A proposta cria 15 cargos, todos para trabalharem na Secretaria de Assistência Social.

A mesma secretaria vai ganhar ainda mais 15 postos de assistente social, completando, assim, os 83 cargos propostos.

CONCURSO

Na justificativa do projeto, Dilador enfatiza que todos os cargos serão preenchidos por concurso público. O concurso já foi realizado. Serão convocados quem está na fila esperando. Na Assistência Social, secretaria para a qual o projeto prevê a maior quantidade de cargos, o chefe do Executivo atribui a criação dos postos à necessidade de “fortalecimento institucional”. E ainda à “a execução de projetos e programas sociais, tendo em vista o rompimento do contrato com a empresa que realizava parte desses serviços com aquele órgão, sendo necessário o reforço de recursos humanos para atender à população”.

Na Educação, diz o prefeito, os novos cargos de professor decorrem do surgimento de mais bairros na cidade e da abertura de escolas e salas de aula. Já na saúde, a abertura de vagas é justificada pela necessidade de profissionais na área administrativa para fortalecer e dar suporte aos serviços do setor em razão, principalmente, do período de pandemia.

A3 VEREADORES


Compartilhe esta notícia!