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A POUPANÇA E O BRASILEIRO

Pedro Barsalobre

O primeiro ponto que devo destacar é: caderneta de poupança é o tipo de investimento mais comum no Brasil, e poupança é o valor guardado com certa recorrência para se formar uma economia, um recurso que sobra dos rendimentos de cada pessoa.
A caderneta de poupança foi criada em 1861 pelo então Imperador Dom Pedro II com o propósito de remunerar os depósitos com juros de 6% ao ano sob a garantia do governo imperial. Era uma modalidade de investimento destinada à pessoas de baixa renda cujo principal objetivo fosse poupar o que lhes sobrava ao fim do mês.
Estudos realizados por economistas na década de 80 revelaram que o incentivo à poupança era visto como algo positivo e que deveria ser usado pelos pais para garantir o futuro de seus filhos. Esse é o ponto de partida da educação financeira do brasileiro: poupar para prosperar. Porém, o relatório do Fundo Monetário Internacional, realizado em 2018, coloca o Brasil como o segundo pior país em taxa de poupança per capita da América do Sul.
O problema é que fomos mal acostumados pelos governantes que mantinham nossas taxas de juros em patamares elevados até pouco tempo atrás. Dados mostram que de julho de 2015 até outubro de 2016 a taxa de juros no Brasil foi de 14,25% ao ano, o que condicionava a poupança render quase 1% ao mês. Os tempos mudaram e tais taxas não existem mais. Com os juros atuais a poupança irá oferecer apenas 0,18% ao mês, sujeito a perder para inflação e retornar negativo para o investidor.
Uma pesquisa realizada recentemente pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostra que a consulta presencial segue como a maneira preferida dos investidores para obter informações sobre produtos financeiros: 42% sentem-se mais seguros em um bate-papo com gerente para tirar dúvidas sobre seus investimentos, 33% recorrem a amigos ou parentes e 28% vão buscar informações em sites de notícias ou blogs especializados no assunto. As consultorias de investimento e os aplicativos de corretoras começaram a chamar a atenção dos investidores, passando de 17% para 20% e de 11% para 13%, respectivamente.
Para realizar planos e ter uma tranquilidade financeira no futuro, sugiro procurar novas alternativas de aplicar e se familiarizar mais com o assunto sem medo ou receio. O importante é diversificar investimentos e fazer disso um hábito.

Pedro Barsalobre é formado em Marketing e Pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV. Possui certificação ANCORD de Agente Autônomo de Investimentos. Trabalhou por 10 anos em uma Instituição Financeira de grande porte e fundou a Arassá Investimentos em 2018 com mais dois sócios. Hoje é Assessor de Investimentos e Sócio Fundador na Arassá Investimentos, escritório credenciado à XP Investimentos.


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