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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Donos de academias de Araçatuba ouvidos pela reportagem de O LIBERAL REGIONAL se mostraram decepcionados e indignados com a revogação do decreto municipal, pelo prefeito Dilador Borges, que autorizava à volta do atendimento destes espaços. Um deles publicou comunicado nas redes sociais e na porta de seu estabelecimento criticando a decisão do prefeito. Ele estuda tomar medidas judiciais.

Com o decreto de autorização publicado na noite da última terça-feira, dia 12, muitos deles prepararam seus estabelecimentos para a volta, outros chegaram a abrir por um dia na quinta-feira, mas tiveram que voltar atrás por conta da revogação já na sexta-feira.

O empresário Erick Cacuri, dono da academia Corpo & Movimento, lamentou o que ele chamou de “guerra política” que acabou provocando a situação inusitada de validade de apenas dois dias para um decreto municipal. Segundo ele, os maiores prejudicados foram seus alunos. “Recebi a notícia com grande indignação e sensação de impotência, estamos numa guerra de poder e não sabemos quem devemos seguir. Quando foi decretado a reabertura das academia, poderíamos ter reaberto no dia 13, mas optamos por neste dia, tomar todas nas medidas impostas para a reabertura, como limpeza, sanitização feita por uma empresa contrata, compra de luvas e máscaras para todos os funcionários,  reforçamos álcool em gel, elaboramos um termo de responsabilidade para que os alunos estivessem cientes das regras para utilização da academia. Abrimos no dia 14 e recebemos um bom número de alunos, considerando a situação atual que estamos, todos assinaram o termo, utilizaram máscaras e luvas, respeitando o distanciamento”, explicou Cacuri demonstrando a responsabilidade com a qual tratou as questões de saúde na esperança de voltar a atender.

Comunicado avisa alunos e critica decisão de Dilador

Para orientar os usuários de sua academia, Cacuri colocou um comunicado na porta de seu estabelecimento e nas redes sociais pedindo desculpas e afirmando que todos que fizeram cadastro para as aulas não precisaram pagar o cadastro novamente quando o estabelecimento voltar a funcionar. O comunicado também não deixa de criticar a revogação do decreto por Dilador. “Neste comunicado firmamos nosso compromisso, pois ao contrário de nosso Executivo Municipal, temos RESPONSABILIDADE”, diz trecho do comunicado.

Já o proprietário da academia Copex, Bruno Zonta, afirmou que recebeu com muita tristeza a revogação do decreto e teme pelo futuro do setor em Araçatuba. “Recebi com muita tristeza! Mas, temos que respeitar as regras! O futuro das academias é muito incerto. Dependemos de uma volta o mais rápido possível!”, afirmou à reportagem.

Demissões no setor já começaram, mas pode haver recontratação, segundo empresários

Os dois proprietários ouvidos falam que demissões no setor são inevitáveis. Segundo Erick Cacuri, já houve demissões em seu estabelecimento, mas ele pretende recontratar todos que saíram caso as academias voltem a funcionar em breve. “Já houve muitas demissões, mas se essa situação se resolver, creio que haverá numa retomada dos mesmos. Eu pretendo recontratar todos, sem exceção, porém se ficarmos fechados por mais tempo, terei que começar analisar essa hipótese”, alertou.

Para Bruno Zonta, até os empregos indiretos estão sendo prejudicados com esta decisão. “Não só poderá haver muitas demissões, como as academia geram muitos empregos indiretos (personais trainers) que também não conseguem trabalhar e com isso não movimentam a economia”, disse Zonta, que ainda lembrou que estima que entre 8% e 12% dos araçatubenses frequentem algum tipo de academia e estão se sentindo prejudicados.

Proprietário estuda tomar medidas judiciais

O empresário Erick Cacuri afirma que está estudando com dois advogados a possibilidade de recorrer à Justiça para voltar a trabalhar, mas ainda não se sente muito seguro para tal ação. “Estou sendo orientado por dois advogados, porém ainda não há segurança para entrarmos com uma. Por serem poderes de grande escalão”, afirmou. (Colaborou Antônio Crispim)


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