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DIEGO FERNANDES -BIRIGUI

Quem passou pela avenida Nelson Calixto, que dá acesso a uma das saídas de Birigui, na manhã deste sábado, acompanhou uma grande movimentação no posto Brisas, que foi palco de um pedágio solidário e um protesto contra o governador João Dória (PSDB), por conta do decreto de quarentena, que mantém o comércio fechado no estado.

O movimento organizador do ato, confeccionou diversas faixas de protesto criticando a medida do governador e pedindo a volta do comércio em Birigui. As faixas foram espalhadas em um raio de aproximadamente 500 metros do posto e um guindaste foi contratado para suspender uma bandeira com as cores verde e amarela em listras horizontais no local.

Com dizeres como “Se o Dória não trabalha, nós precisamos trabalhar”, “Fora Dória”, “A fome não faz quarentena”, “O remédio não pode ser pior que a doença”, dentre outras, as faixas chamavam atenção de quem passava pelo local e, com isso, o movimento tentou, além de protestar, chamar a atenção das pessoas para doação de alimentos. Houve também um “adesivaço” com mais de 4 mil adesivos alusivos ao pedágio colados em veículos.

Em aproximadamente 4 horas de pedágio foram arrecadados cerca de 150kg de alimentos que serão doados a famílias carentes. Centenas de pessoas contribuíram voluntariamente. Um dos líderes do movimento Pró-Bolsonaro Birigui, o empresário Leandro Maffeis Milani, é dono de uma indústria e afirmou que, apesar de não ter demitido funcionários, teve que suspender contratos de 60% deles para não os dispensar. “A minha indústria é do ramo pet, a gente fabrica acessório pra cachorros, eu tinha 20 funcionários e hoje só estou com 8, eu tive que fazer o programa do governo federal de deixar 12 funcionários afastados por dois meses”, afirmou.

Sobre o protesto, Leandro afirma que é urgente a flexibilização do comércio por parte do governo estadual. Ele cita, também, que Birigui já está sentindo muito os impactos da crise econômica gerada por esta decisão governamental. “Hoje foi um pedágio solidário que a gente fez aqui, uma forma da gente protestar contra o governador. Nós precisamos da flexibilização urgente, eu sou dono de indústria e minhas vendas caíram 60%. Pedimos a flexibilização, a nossa cidade não tem nenhum caso de morte de covid, então o nosso comércio precisa voltar a trabalhar para nossa indústria ter pra quem vender, que seria o comércio. Precisamos do comércio trabalhando”, protestou.

O organizador afirma que os alimentos serão doados para famílias que foram afetadas pela crise econômica em Birigui. “150kg de alimentos que vamos doar às famílias que estão precisando, temos aí algumas comunidades que já entraram em contato com a gente pedindo esses alimentos para serem doados, são mais de 6 mil famílias hoje desempregadas em Birigui”, completou se referindo ao número de trabalhadores de indústria já dispensados no município.


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