Compartilhe esta notícia!

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Mesmo considerado serviço essencial e portanto podendo funcionar normalmente, o setor de combustíveis sofre com a quarentena e a inatividade econômica. Como o comércio está quase fechado e há pouca atividade econômica, as pessoas não saem de casa e, por isso, não abastecem. A queda na venda foi superior a 50% e em alguns casos superou 60%. Com a redução no faturamento, os donos de postos tiveram de cortar despesas. O caminho foram as demissões. Muitos postos cortaram até 40% do quadro de pessoal. Explicam que não tiveram opção.

No início de janeiro deste ano, o etanol chegou a ser vendido em Araçatuba a R$ 2,670 e a gasolina a R$ 4,299. Na semana passado, o etanol chegou a R$ 1,859 e a gasolina a R$ 3,379, o que representa queda de 21,50% e 30,38% respectivamente. No entanto, mesmo com a redução, não foi possível manter as vendas elevadas. “Além de cair o faturamento, reduziu o lucro e isso vai ter sérias consequências no futuro”, disse um empresário do setor.

Como o setor de combustíveis é regulado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), deve cumprir algumas exigências, como funcionamento mínimo de 12 horas por dia e seis dias da semana. Não é como outros estabelecimentos, que podem reduzir a jornada para adequar-se à realidade do mercado. Como as vendas caíram mais de 50% e sem poder reduzir horário de funcionamento, os proprietários de postos de combustíveis tiveram que reduzir o número de funcionários durante o horário de atendimento. Com isso, houve demissões.

“As vendas não caíram. Despencaram. Em média hoje vende-se um terço das vendas antes da quarentena, pois quem pode, deve ficar em casa como é recomendado. A receita hoje não está cobrindo os custos de funcionamento, mas como é uma atividade essencial e tem que funcionar e existe uma regulamentação de horário mínimo da ANP. O horário mínimo é das 7 as 19h de segunda a sábado”. disse o dono de um posto que está abrindo das 6 às 21 horas e fechando aos domingos.

Segundo o empresário, o ideal serial aumentar as margens de lucro para tentar manter o ponto de equilíbrio e não dispensar funcionários. No entanto, para fazer caixa, muitos postos optaram por reduzir o preço e com isso reduzir ainda mais a margem de lucro. “Vamos ver o resultado disso mais pra frente. Alguns postos devem consumir seus capitais de giro e quebrar”, alertou o empresário.


Compartilhe esta notícia!