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Máscaras reutilizáveis tomam conta do mercado em Araçatuba

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Medida anunciada nesta semana pelo governo estadual que obrigou o uso de máscaras em todo o estado de São Paulo como forma de combater o contágio pelo novo coronavírus, provocou uma corrida aos locais que vendem este tipo de artigo em Araçatuba nesta semana.

Estabelecimentos como farmácias e empresas que vendem itens para profissionais da saúde e pintores, já vinham registrando aumento nas vendas nas últimas semanas e dificuldade para compra das máscaras feitas de material descartável.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL pesquisou o item em algumas farmácias de Araçatuba e em todas não era mais possível encontrar caixas de máscaras descartáveis. Segundo um atendente de uma das lojas, a máscara descartável ficou com a sua compra inviável nas últimas semanas por conta da alta nos preços.

Além das farmácias, lojas que vendem itens de medicina e enfermaria também estão com as máscaras descartáveis em falta. Um dos estabelecimentos pesquisados não possuía mais o produto, enquanto o outro trabalhava com as máscaras de tecido, que são reutilizáveis, e as máscaras de TNT, que segundo a atendente, também estão sendo utilizadas por mais de uma vez pelos compradores.

Os preços têm variado pouco. Nos locais em que a reportagem pesquisou, as máscaras reutilizáveis estavam sendo vendidas entre R$ 9,90 e R$ 12. A variedade era grande, desde brancas ou pretas até coloridas ou estampadas.

De acordo com um atendente de uma drogaria localizada próxima à Santa Casa, o estabelecimento não trabalhava com máscaras de pano, apenas com as descartáveis, mas desde o início da pandemia optou por vender as produções feitas com material reutilizável por estar saindo mais em conta. “Estamos vendendo bem, temos algumas no estoque, mas nestas últimas semanas vendemos em media umas 10 por dia, sendo que antes nem trabalhávamos com esse material”, afirmou o balconista. Enquanto a reportagem esteve no local, duas pessoas entraram no estabelecimento atrás de máscaras.

Em outro estabelecimento do ramo consultado por telefone, o atendente afirmou que o local chegou a vender, até há algumas semanas atrás, uma caixa de máscaras descartáveis com 100 unidades por R$ 19,90, mas o produto está em falta há vários dias sob a justificativa do aumento de preço por parte dos fabricantes e fornecedores.

Em uma farmácia, localizada na rua do Fico, não havia nenhuma máscara à venda na tarde de ontem. O produto havia se esgotado. “Estamos esperando chegar mais, creio que chega ainda hoje ou até amanhã”, afirmou o atendente, que também confirmou que o estabelecimento só trabalha com as máscaras de tecido.

Já em uma loja de produtos de enfermagem e medicina, no mesmo bairro, a reportagem encontrou máscaras de tecido pelo mesmo preço, porém uma versão do produto fabricado em TNT por R$ 5.

Segundo a atendente, a diferença é que a máscara de TNT é de um material menos resistente. “Geralmente o pessoal médico utiliza desse tipo só uma vez, mas com essa pandemia agora mais pessoas comuns estão vindo procurar e estão lavando para utilizar novamente”, afirmou.

Além dos estabelecimentos comerciais, pessoas físicas também passaram a ver na produção de máscaras uma saída para driblar a crise. As produções artesanais têm seguido também a mesma linha de preço, variando entre R$ 10 e R$ 12 os preços unitários.

A jornalista e cantora Talita Rustichelli aproveitou uma habilidade que tem com artesanato para a produção de máscaras. O trabalho começou com a intensificação da pandemia de covid-19. “Eu sou artesã, eu mexo com feltro, por conta disso eu tinha aqui em casa uma grande quantidade de tecidos, e com isso eu resolvi começar a fazer”, explicou.

Trabalhando por encomenda, ela afirma que, por não ser sua atividade principal, ela produziu até aqui algumas dezenas de máscaras para venda.


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