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Agência bancária e casas lotéricas registram enormes filas neste sábado

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Mais uma vez a área central de Araçatuba ficou repleta de trabalhadores que foram atrás da primeira parcela do auxílio emergencial, liberado pelo governo para pessoas que ficaram sem renda durante a pandemia de covid-19.

Na última quarta-feira, primeiro dia em que o trecho da praça Rui Barbosa entre as ruas Luiz Pereira Barreto e Carlos Gomes, em frente à agência central da Caixa Econômica Federal, foi interditado, a fila invadiu a praça e deu a volta no coreto. Neste último sábado, enquanto a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL esteve no local, além deste movimento, a fila contornou toda a extensão da praça e tinha o seu final já praticamente em frente à loja Riachuelo, no calçadão.

Mais uma vez colaboradores da Caixa demarcaram o chão da praça para manter o distanciamento entre os clientes na fila. A guarda municipal deu apoio ao trabalho do banco, ajudando na orientação de motoristas e trabalhadores que foram até o local para sacar a primeira parcela do benefício.

Desta vez, a fila no banco era para tirar dúvidas quanto ao recebimento das parcelas do auxílio e gerar um código que permitia o saque do benefício em espécie nas casas lotéricas. Esta possibilidade gerou filas também nas lotéricas mais próximas à agência central do banco.

Muitos beneficiários, porém, tiveram problemas com o código gerado e tiveram que ir à agência mais de uma vez para conseguir o saque do benefício. Foi o caso da dona de casa Janaína Borges, de 31 anos. Ela possui três filhos e por ser mãe de família conseguiu o benefício maior de R$ 1.200, porém estava tendo problema para sacar quando conversou com a reportagem. “Já fui duas vezes ao banco e o código não funcionou, vou ter que voltar lá de novo”, afirmou ao sair da casa lotérica. “Já estou aqui há 1 hora e meia e ainda terei que voltar lá no banco de novo”, concluiu.

Já a também dona de casa Leonice Rufino, de 58 anos, teve mais sorte. Ela recebeu o benefício de R$ 600 e já havia conseguido o saque quando falou com a reportagem. “Cheguei 6 e meia da manhã aqui, quando a agência abriu fui uma das primeiras e depois consegui sacar com o código aqui na lotérica”, disse ela, que também relatou problemas afirmando que já tinha ido em outros dias na Caixa e só ontem conseguiu sacar o seu benefício.

Muita gente aproveitou a movimentação na praça Rui Barbosa e nos arredores para faturar. Enquanto esteve no local, a reportagem flagrou ao menos dois vendedores ambulantes aproveitando a oportunidade para vender sorvetes, doces, refrigerantes e água para os trabalhadores e transeuntes do centro da cidade.

Trecho interditado também em Birigui

Em Birigui, a movimentação na agência da Caixa localizada na rua Siqueira Campos, no centro, também foi grande.

A prefeitura da cidade interditou o trecho que fica entre as ruas Barão do Rio Branco e Saudades, e as filas foram organizadas utilizando preferencialmente este quarteirão.

Centenas de pessoas compareceram na agência ao longo da semana e, principalmente, neste sábado.

Nascidos em novembro e dezembro vão sacar nesta semana

No último sábado, mais de 900 agências da Caixa em todo o Brasil funcionaram para o saque em espécie do auxílio para clientes com Poupança Social Digital. Em Araçatuba, a agência da praça Rui Barbosa funcionou por 6 horas, das 8h às 14h para trabalhadores nascidos de janeiro a outubro.

As agências seguirão atendendo nesta semana aos demais beneficiários. Segundo calendário divulgado pela instituição, trabalhadores nascidos em novembro e dezembro e que tiveram o seu auxílio aprovado deverão sacá-lo a partir de terça-feira, dia 5. Os nascidos em setembro e outubro, que receberiam a partir de amanhã, já começaram a receber no sábado.

De acordo com a Caixa, essa é a maior operação de pagamentos e bancarização da história do
país. Até a última quinta-feira, dia 30, 50 milhões de brasileiros tinham recebido o benefício, ou seja, um em cada três adultos.

No público que tem direito ao auxílio, grande parte é de pessoas que estava fora do sistema bancário ou que não possui facilidade com os canais digitais.


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