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Monte Azul pede para moradores utilizarem dois sacos para embalar lixo doméstico

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

O serviço de coleta urbana de lixo domiciliar é um dos trabalhos considerados essenciais durante a quarentena. Em Araçatuba, o trabalho, que é realizado pela empresa Monte Azul, concessionária do serviço, continua com horários e dias normais sendo realizado de segunda à sábado.

O gestor operacional da Monte Azul, José Emílio Pupo Maron, em conversa com a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, fez uma recomendação aos moradores para reforçarem os sacos de lixo neste período de pandemia do novo coronavírus.

A ideia é que o morador utilize dois sacos de lixo, um dentro do outro. O objetivo é evitar que os colaboradores da empresa tenham contato com secreções. “A gente pede para o pessoal dispor o lixo de uma forma que o saco esteja com, no máximo, dois terços da capacidade e, após fecharem o saco, que ensaquem novamente, para que os coletores não tenham contato com nenhum tipo de resíduo”, pediu o gestor, lembrando que há pessoas em isolamento social nas residências com confirmação e suspeita de covid-19 e o contato de funcionários com secreções pode levar à contaminação. “Andando na rua nós já estamos em risco, pedimos a colaboração da população”, disse José Maron.

Empresa pede cuidado no descarte de objetos cortantes

Outro pedido do gestor da empresa é para que os moradores tomem cuidado com descarte de materiais cortantes ou perfurantes. Segundo José Maron, todos os meses a Monte Azul registra pelo menos um acidente com algum de seus colaboradores por conta deste problema.

A recomendação do gestor é que materiais como espetos de churrasco e vidros, por exemplo, sejam bem embalados e se possível até identificados dentro do lixo doméstico. “Pedimos para colocar o espetinho dentro de uma garrafa pet. O vidro é melhor colocar dentro de uma caixa de papelão, ou garrafa pet cortada pela metade”, deu a dica.

Lixo hospitalar não deve ser descartado normalmente

Muitos moradores descartam seringas e agulhas de injeção no lixo domiciliar. Quanto a isso, José Maron lembra que este tipo de material deve ser levado a um posto de saúde. Por ser lixo hospitalar, este material não vai para o aterro sanitário. “Muitos moradores fazem uso de seringa por conta de injeções de insulina, e esse tipo de material não é para a gente recolher, tem que ser levado nos hospitais e postos de saúde”, afirmou ele, lembrando que acidentes com seringas também tem sido comuns entre os coletores.

Coleta está sendo feitas em 10 turmas

Atualmente, a Monte Azul conta com 70 colaboradores realizando a coleta do lixo domiciliar, além de outros 10 motoristas. Eles são divididos em 10 turmas diurnas e noturnas, sendo 7 na coleta domiciliar e 3 na coleta seletiva de materiais recicláveis. A empresa possui em sua frota 12 caminhões, sendo que 10 ficam em serviço e dois ficam na reserva.

De acordo com o gestor operacional José Maron, a empresa não mudou sua rotina de trabalho durante a pandemia, mas passou a tomar cuidados com seus colaboradores, como a disponibilização de álcool gel para a higienização, além de cuidados como a utilização de luvas e roupa adequada durante o trabalho.


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