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Prefeitura de Mirandópolis entrará com ação para poder abrir comércio

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DIEGO FERNANDES – MIRANDÓPOLIS

O prefeito de Mirandópolis, Everton Sodário (PSL), avisou que a prefeitura ajuizará uma ação civil pública para tentar garantir a abertura do comércio na cidade mesmo com o decreto de quarentena do Governador João Dória. De acordo com o Chefe do Executivo de Mirandópolis, durante o trâmite da ação o comércio terá de seguir fechado no município.

Na última segunda-feira, no período da manhã, horas antes da decisão do governo estadual, a Prefeitura de Mirandópolis havia publicado um decreto permitindo a abertura das lojas físicas do comércio da cidade a partir de hoje.

De acordo com o mandatário de Mirandópolis, a decisão de prorrogar a quarentena em todo o estado é absurdo. “Eu achei uma decisão absurda. Entendo a gravidade do coronavírus, mas é preciso que gente tenha responsabilidade. O Brasil pós coronavírus pode ser muito pior que o Brasil do coronavírus”, alertou o prefeito em entrevista exclusiva ao jornal O LIBERAL REGIONAL.

Everton Sodário foi ainda mais enfático. Para ele, o governador assinou o atestado de óbito do estado ao aumentar a quarentena. “O governador corroborou para a assinatura de um atestado de óbito para o estado de São Paulo e, na minha visão, nós prefeitos não podemos corroborar com a assinatura do atestado de óbito dos nossos municípios”, criticou.

O prefeito de Mirandópolis comentou sobre a ação que moverá contra a decisão para permitir a abertura das lojas do município. “Aqui em Mirandópolis nós estamos juridicamente analisando as medidas que nós podemos tomar para que nós possamos gradativamente, com as questões sanitárias, ir abrindo o comércio do município”, disse.

Ainda segundo Sodário, a população da cidade está sedenta pela volta ao trabalho. “Não podemos aceitar que fiquemos à mercê de decisões que vem lá de cima, são os prefeitos que estão no campo, no dia a dia, e o que mais a população pede: ‘prefeito, queremos voltar a trabalhar’ “, concluiu.

 

Prefeitos da região de Araçatuba concordam com quarentena

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL conversou ao longo do dia de ontem com outros 3 prefeitos da região de Araçatuba sobre o aumento do período de quarentena decretado pelo Governador João Dória (PSDB). Ao contrário do prefeito de Mirandópolis, que não concorda com a decisão, os três lamentaram a situação, mas preferiram seguir a decisão tomada pelo Chefe do Executivo Estadual.

A6 Gisele Tonchis

Para a prefeita de Lourdes, Gisele Tonchis (DEM), a quarentena é imprescindível para que baixa a curva do crescimento de casos de coronavírus no país. “Essa quarentena é imprescindível para preservar vidas. A gente houve o pessoal do comércio dizendo que está complicado, falta dinheiro, tem contas a serem pagas. Isso, com o tempo a gente revê, agora a questão da vida é imprescindível. Eu estou de acordo com as decisões do governador”, disse.

 

a6 laerte

O prefeito de Nova Luzitânia, Laerte Aparecido Rocha (PSDB), afirma que a decisão deve ser cumprida já que é preciso ouvir o que dizem os especialistas sobre o assunto. “Qual é a experiência que eu tenho de saúde? Tenho que ter uma equipe que entende do assunto. O secretário de saúde do estado, o ministro da saúde, pessoas que efetivamente entendem. Não tem achismo nessa hora. Você cumpre o decreto estadual, e os prefeitos tem que cumprir, e você tem que escutar as autoridades da saúde que estão falando, não só no Brasil como no mundo todo”, afirmou o prefeito, ressaltando que está preocupado com o momento já que não há condições de atendimento para todos os possíveis casos de coronavírus que podem surgir na região.

A6 Prefeito Rodrigo Santana

Já para o prefeito de Santo Antônio do Aracanguá, Rodrigo Santana (DEM), o isolamento social pode fazer com que mais rapidamente a normalidade seja retomada e a pandemia seja controlada. “Se faz necessário a gente priorizar a vida das pessoas. Isso, lógico, vai ter um custo, não só para um indivíduo, mas para toda a sociedade. Também para a administração pública não será diferente. Acreditamos que o mais breve possível possamos voltar à normalidade. Temos que fazer nossa parte, que é fazer a quarentena nos próximos 15 dias” opinou o mandatário.


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