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Gás de cozinha está em falta em Araçatuba

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Encontrar gás de cozinha (GLP) em Araçatuba nas últimas semanas está cada vez mais difícil. Nesta terça-feira, a nossa reportagem entrou em contato com cinco distribuidoras do produto na cidade e nenhuma delas tinha botijões cheios disponíveis em seus estabelecimentos.

Nossa reportagem ouviu os distribuidores e constatou que, mesmo com a mudança nos números, a situação foi praticamente a mesma para todos. O produto tem sido entregue de forma fracionada pelos fornecedores e está acabando antes do previsto, deixando a revenda, e consequentemente o consumidor, desabastecido.

No primeiro estabelecimento que a reportagem entrou em contato, a informação é de que eram vendidos cerca de 400 botijões por dia, mas atualmente apenas 70 botijões tem sido entregues pelas revendedoras a cada reabastecimento.

Em outro local consultado, o proprietário do estabelecimento afirmou que o problema vem ocorrendo desde a semana retrasada, que coincide com o início da quarentena decretada em todo o estado. Ele afirma que sua revendedora chegou a ficar quatro dias seguidos sem o produto neste período.

Outros dois locais forneceram a mesma informação: o gás está sendo distribuído em baixa quantidade e, por conta da alta demanda, está acabando mais rapidamente e causando desabastecimento.

O último local consultado pela reportagem estava sem o produto desde a última semana e aguarda uma nova remessa para hoje no período da tarde.

A falta do produto, porém, não ocasionou um aumento nos preços, por enquanto. Em todos os estabelecimentos consultados a variação de preço está entre R$ 65 e R$ 70, sendo que há, geralmente, a diferença de R$ 5 cobrada para casos em que o produto é entregue na própria residência do consumidor.

Um dos donos de revendedoras, porém, afirmou que é possível que este preço suba nos próximos dias para tentar controlar o baixo estoque do produto.

Reparo em dutos e falta de botijões vazios são justificativas de produtora

De acordo com a dados da Petrobrás, produtora do GLP, o gás de cozinha, a procura pelo produto no último mês foi de 8 mil toneladas a mais do que o normal, ao mesmo tempo que houve uma queda no consumo de outros produtos como gasolina, óleo diesel e querosene.

A empresa realiza reparo em dutos transportadores, o que pode ajudar a explicar o desabastecimento de gás. Além disso, a Petrobrás justifica que os botijões vazios não estão retornando às distribuidoras, o que impede o ciclo do produto.

De acordo com levantamento do Sindvargas, o Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás, o desabastecimento vem acontecendo em todo o estado de São Paulo e em outros estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia.


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