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Psicóloga alerta para depressão durante quarentena

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DIEGO FERNANDES – BIRIGUI

Em época de pandemia, o período de quarentena passa a ter importância pela questão do isolamento. Segundo especialistas, quanto menor o contato físico ou presencial, menor a chance da propagação do novo coronavírus.
Por isso, a recomendação da Organização Mundial de Saúde é para que as pessoas fiquem em casa, se possível, em período integral, adaptando suas atividades e fazendo home office. O ato de ficar em casa, porém, sem ver outras pessoas e com privação do convívio social, pode acarretar problemas de ordem psicológica, como por exemplo, a depressão. Quem explica isso é a psicóloga biriguiense Laís Gênova, que conversou com a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL. Ela dá, inclusive, algumas dicas para que as pessoas não fiquem entediadas dentro de casa e comenta que já está atendendo parte de seus pacientes via internet, para evitar a reunião de pessoas na clínica.

 

Quadro de depressão pode ser combatido com atividades domésticas

Laís afirma que inúmeros problemas de ordem emocional podem surgir no período de quarentena. “Falando a respeito da psicologia, da saúde mental, os problemas emocionais que podem vir a surgir para o indivíduo são inúmeros, cada caso é um caso. Tudo depende da situação e da pessoa. Nós estamos vivendo uma pandemia, não é algo que estamos acostumados a enfrentar todo dia. Por isso, é natural ficar ansioso, preocupado, com medo do que pode acontecer, mas infelizmente a gente não pode mudar o cenário de uma hora para outra”, disse.
A psicóloga cita a depressão como uma das principais consequências do período de isolamento. Ela fala que há algumas formas de evitar este quadro enquanto a rotina não volta ao normal. “A mudança de rotina e o isolamento social pode levar as pessoas a ficarem deprimidas, então a gente precisa aproveitar esse momento para se ocupar principalmente com aquilo que a gente gostaria de fazer há muito tempo e não conseguiu, por exemplo: ver um filme ou uma série; fazer cursos on line, hoje as plataformas oferecem inúmeros cursos gratuitos; ouvir música; para quem gosta de organização pode organizar os armários, guarda-roupa, separar pra doação; ler livro, eu sei que tem muita gente que adquire livros e não tem tempo para ler então pode começar fazendo a leitura; para aqueles que gostam de cozinhar dá pra aprender novas receitas; para quem está com o estudo atrasado, trabalho atrasado, é uma oportunidade para ficar tudo em dia; e também aproveitar pra descansar, relaxar, independente daquilo que esteja acontecendo, olhar para o que pode ser feito agora”, elencou.
A profissional lembrou que no mundo atual e com as novas tecnologias é mais fácil ficar em casa e mesmo assim manter contato com outras pessoas, algo que não poderia ser feito há alguns anos, antes da popularização da internet, por exemplo. “Com este acesso ilimitado a plataformas digitais a gente pode manter contato em tempo real com o mundo todo. Então, de certa forma, mesmo tendo esse isolamento social, a gente consegue ter uma comunicação virtual, diferente de muitos anos atrás que nem isso nós teríamos”, analisou.
Laís comenta que mesmo neste período, é importante que a pessoa tenha um acompanhamento psicológico em caso de problemas emocionais no período de resguardo em sua casa. “Caso a pessoa esteja apresentando uma ansiedade muito grande, um choro frequente, aquele humor deprimido, ela pode procurar atendimento psicológico. Alguns profissionais continuam atendendo presencialmente, porque eles estão seguindo o protocolo de segurança de acordo com a Organização Mundial da Saúde e isso é necessário e importante. Outros estão disponibilizando atendimento on line com a autorização do Conselho Federal de Psicologia para pessoas que se encontram no grupo de risco. Vale ressaltar, caso venha apresentando algum comportamento exacerbado, busque ajuda”, alertou.

 

Atendimentos via Skype para evitar contato e aglomeração durante a pandemia

Laís Gênova possui um consultório na cidade de Birigui, na região de Araçatuba, e contou à nossa reportagem que já está atendendo alguns pacientes via Skype. Segundo ela, o período de pandemia fez com que o Conselho Federal de Psicologia, órgão que regulamenta a profissão, liberasse o atendimento on line para evitar contato. “Tem uma norma do Conselho Federal de Psicologia que diz que para gente realizar os atendimentos por Skype a gente precisa ter um cadastro no site. Mas neste período, por conta da pandemia, eles estão autorizando temporariamente que todos os psicólogos disponibilizem atendimentos por Skype”, informou.
A psicóloga biriguiense afirmou que, apesar de ter atendimentos via Skype com pacientes de outras localidades, ela e outros profissionais da área estão adotando esta medida para evitar a contaminação tanto dos pacientes que se deslocariam para a clínica, como dos próprios profissionais. “Observando o aumento de casos e de suspeitas, a maioria dos psicólogos eu percebo que estão disponibilizando este atendimento para que não corra o risco de nenhum paciente se infectar, ou que tenha aglomeração nas clínicas e tudo mais”, disse Laís Gênova.


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