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Araçatuba registra sábado de pouco movimento no comércio

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Diego Fernandes – Araçatuba

Sábado atípico para o comércio de Araçatuba. A nossa reportagem esteve novamente no Calçadão da cidade na manhã de ontem para conferir o movimento de consumidores e lojistas no primeiro dia após a publicação de decreto do Prefeito Dilador Borges (PSDB), que tornava facultativa a abertura das lojas, até então.
Por conta da pandemia do novo coronavírus, a quantidade de pessoas passando pelo local era bem inferior à de sábados anteriores. Locais onde se andava com dificuldade em outros dias podiam ser frequentados com tranquilidade.
Uma casa lotérica localizada no Calçadão da Princesa era o único espaço que mantinha fila de consumidores, alguns deles interessados em pagar contas domésticas e outros que tentavam a sorte apostando nos números da Mega Sena.
A vendedora de títulos de capitalização Zaíra Benante, de 82 anos, conversou com a nossa reportagem e afirmou que as vendas caíram bastante neste sábado. Segundo ela, seu chefe ordenou que as vendas sejam paralisadas a partir de amanhã. “Vamos trabalhar até às 14h, depois disso voltaremos só quando abaixas a poeira”, disse a vendedora que comentou também que em sábados normais chega a vender até 100 cartelas e até aquele momento (próximo ao meio-dia) havia vendido apenas 25 unidades.
No grupo de risco para o coronavírus por conta da idade avançada, Zaíra afirmou que está tomando alguns cuidados. “Eu só venho trabalhar aqui e já voltou pra casa, quando chego lá eu não saio pra nada”, afirmou.
Uma outra vendedora que trabalha no calçadão reclamou que não conseguirá bater sua meta de vendas neste mês. Nayara Monteiro, de 25 anos, trabalha vendendo planos de uma empresa de TV por assinatura e afirmou que tem a meta de vender 30 pacotes por mês. Mesmo bem localizada no calçadão da Marechal, ela afirmou que o baixo movimento está influenciando negativamente na sua meta. “Esse mês eu vendi só 11 assinatura, se comparar com dezembro, que foi o melhor dos últimos meses, eu já tinha batido a meta nesta mesma época do mês” contou lembrando que vendeu 40 assinaturas durante todo o último mês de 2019.
Ela afirmou que durante toda a semana foi complicado manter o trabalho. “Tem dia que vende, tem dia que não, tenho que cumprir 30 vendas no mês, está difícil”, completou.
Várias lojas já estavam com suas portas fechadas neste sábado. Além das lojas que já haviam fechado ao longo da semana, outros estabelecimentos nem esperaram o decreto que determinou a não abertura. Uma loja de roupas localizada bem na entrada no Calçadão e uma loja que vende materiais para costura, por exemplo, não tiveram atividades neste sábado.


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