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Araçatuba sedia pela primeira vez congresso nacional sobre autismo

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Araçatuba sedia pela primeira vez, a partir de amanhã, um congresso nacional sobre autismo. O evento acontecerá durante dois dias e contará com a presença de palestrantes de renome na área em todo o Brasil.

O Congresso Multidisciplinar sobre TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) será realizado no teatro da Unip (Universidade Paulista) até este sábado, sempre com início às 8h.

O evento é organizado por sete entidades parceiras: GPNE (Grupo de Estudos para Pessoas com Necessidades Especiais), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Caoe (Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência), AMA (Associação de Amigos do Autista), Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Araçatuba, secretarias municipais de Educação e Saúde e Laboratório de Fisiologia Endócrina e Envelhecimento.

PALESTRANTES

Entre os vários nomes que irão debater o tema, estão: Graciela Conceição, doutora em biologia molecular pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e com experiências em farmacologia nos Estados Unidos; Eloisa H. R. Valler Celeri, médica especializada em Psiquiatria da Infância e Adolescência, doutora em Saúde Mental e professora do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); Márcio Felipe Tardem, especialista em Análise do Comportamento Aplicada pelo Centro Universitário Filadélfia (EUA) e com experiência em trabalhos com crianças autistas em New Jersey; Josemar Marchezan, médico neurologista infantil e neurologista clínico e professor dos cursos de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e da Universidade do Vale do Taquari (Univates – Lajeado/RS).

E ainda: Ana Paula Camilo Ciantelli, psicóloga e doutora em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem; Eliana Zanata, pedagoga pela Unesp, com doutorado em educação especial pela Universidade Federal de São Carlos; Marisa Furia Silva, vice-presidente da Abra (Associação Brasileira de Autismo); Decio Brunoni, médico especializado em Genética Clínica e sócio fundador e honorário da Sociedade Brasileira de Genética Médica; Miriam Arvelino de Paula, terapeuta ocupacional e especialista em Reabilitação em Neuropediatria pela Unicamp; Andrea Laurato Sertié, doutora em Ciências Biológicas pela USP, com experiências em identificação e estudo molecular de genes associados a doenças humanas; e Aline Martins, fonoaudióloga pela USP, que, em seu currículo, tem vasta experiência internacional em trabalhos sobre distúrbios na comunicação com ênfase em TEA.

PROGRAMAÇÃO

Entre os temas abordados, estão etiologia, causas genéticas do TEA, genética versus autismo, biomarcadores e TEA, construção de projeto terapêutico no TEA, transtorno de processamento sensorial e dispraxia no autismo; identificação e desmistificação do TEA; inclusão de políticas públicas; estratégias para ampliar a comunicação; características e orientações educativas.

A diretora pedagógica da Apae de Araçatuba, Selma Alves, diz que a iniciativa é pioneira não só na região de Araçatuba, mas em todo o Noroeste Paulista. “Estamos trazendo palestrantes de renome internacional, que saem para fazer palestras sobre autismo fora do Brasil e estamos presidentes e fundadores de entidades ligadas à questão no Brasil e pesquisadores desde a área genética”, destacou. “Estamos muito contentes por sermos protagonistas desse tipo de ação na nossa região.

 

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RETRANCA

 

Programa da Apae é referência regional

 

Uma das principais ações voltadas ao público autista em Araçatuba é promovida justamente pela Apae, com o Programa do TEA, que já vai para seis anos. Esse trabalho tem suas ações voltadas para a área da saúde, atendendo, atualmente, 30 autistas na Escola de Educação Especial Aldemira Maria da Silva, sem limite de idade.

O serviço funciona por meio de convênio com o Estado. No programa, são desenvolvidas terapias individuais com uma equipe multiprofissional: fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, enfermeiro, médico neurologista, psicólogo, instrutor de música e monitores.

No programa de saúde, são atendidas 50 pessoas, com 80, atualmente, na fila de espera. Ao todo, a instituição tem convênio com nove municípios da região.

Selma explica que os pacientes com TEA frequentam a escola regular, fazem atividades educacional em contraturno e vão para o programa de saúde somente para serem atendidos nestas especialidades. Ela ressalta que existe outro programa de saúde, o CER (Centro de Especialidades em Reabilitação), que faz diagnóstico em TEA e atende 40 municípios da região.


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