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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

No ano passado, Araçatuba notificou menos casos de HIV/Aids do que em 2018. Em 2019, a Secretaria Municipal de Saúde contabilizou 39 novo casos, enquanto no ano anterior, foram diagnosticados 43.

A informação consta em resposta encaminhada pela Prefeitura, no último dia 19, a requerimento aprovado pelos vereadores sobre o tratamento da doença na rede municipal.

De acordo com o documento, atualmente, a cidade soma 1.484 pessoas infectadas. Em tratamento antirretrovial (TARV), o número chega a 942.

Ainda em sua manifestação, a gestão do prefeito Dilador Borges (PSDB) traz informações sobre o atendimento oferecido no principal serviço mantido na rede para o público, o Ambulatório DST/Aids, que também é o único serviço ambulatorial especializado para atendimento das Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (PVHA).

Conforme o levantamento, em 2019, o local realizou 2.214 atendimentos; no ano anterior, foram 2.257.

ESTRUTURA

Questionada pelo Legislativo sobre qual a principal forma de tratamento oferecida pelo município, a Prefeitura informou que faz um acompanhamento contínuo e integral, com equipe multidisciplinar, composta por profissionais integrados: médico infectologista, enfermeira, psicólogo, assistente social, farmacêutico, dentista e farmácia dispensadora de medicamentos. Isso, além de oferecer consultório odontológico, preenchimento facial para os casos de lipodistrofia e oferta de insumos de prevenção.

Desde 2001, o Ambulatório DST/HIV/AIDS de Araçatuba tem trabalhado em parceria com o setor de atenção básica à saúde e hospitais para que a infecção por HIV transmitida de modo vertical (de mãe para filho, seja gestação, parto e amamentação) caia, considerando que a infecção da criança é 98% passível de prevenção.

O trabalho inclui ações de prevenção, diagnóstico realizado precocemente, tratamento profilático e terapêutico, além de monitoramento das crianças expostas ao vírus HIV por 2 anos.

A preocupação com a transmissão da doença ainda na infância foi reconhecida pelo Estado há dois anos. Em 2018, durante evento comemorativo dos 35 anos do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo, o município levou o prêmio Luiza Matida como reconhecimento ao trabalho executado pelos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde durante os anos de 2014, 2015 e 2016. O programa consiste em valorizar as equipes que desenvolverem ações para evitar que o vírus HIV seja transmitido de mãe para filho durante a gestação, parto e amamentação. Na ocasião, foram avaliados todos os 645 municípios do Estado, sendo apenas 20 municípios que receberam o prêmio.


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