Compartilhe esta notícia!

ANTONIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Com várias bacias hidrográficas, Araçatuba tem vários pontos de alagamento. Nos últimos anos algumas obras foram feitas e minimizaram o problema, como a remodelação do canal do Córrego Machadinho, na Avenida Joaquim Pompeu de Toledo e a nova obra em execução e sistema de drenagem da Lagoa das Flores. No entanto, há outros pontos igualmente problemáticos: no Jardim Esplanada, cujas obras já estão planejadas e com recursos destinados e o Córrego Machado de Melo (canal da Avenida João Arruda Brasil). Este é um dos mais complexos, pois precisa mexer em extensa área, com grande fluxo de veículos e muitas residências e estabelecimentos comerciais.
Os trabalhos executados praticamente resolveram o problema do alagamento da Lagoa das Flores. Mesmo assim há planos de resolver a questão definitivamente. O Córrego Machadinho, com as obras já executadas e outras previstas, inclusive no Esplanada, vai reduzir muito os riscos de alagamento. Já o Machado de Melo ainda não tem prazo para execução de obras, embora o secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Tadeu Consoni já está desenvolvendo estudos. Ele admite que a obra é complexa e de custo muito elevado. Mas é enfático, em determinado momento terá de ser executada.
O sistema do Córrego Machado de Melo recebe grande volume de água, desde o Jardim TV, Amizade, Planalto e outros, assim como do centro de Araçatuba. Além do canal aberto, há uma galeria de reforço paralela, sob a pista da Avenida João Arruda Brasil e outras galerias tributárias, como da Rua Fundador Vicente Franco.
Como o volume de água que chega é muito elevado, o canal do córrego não tem vazão suficiente e transborda. Além do transbordamento, a água das galerias não tem escoamento e volta para as ruas, causando inundações e alagamento de de casas e estabelecimentos comerciais. Recentes chuvas aumentaram o volume de água do Machado de Melo que transbordou. No Jardim Monterrey, a água chegou ao quintal de algumas casas, aumentando a apreensão de moradores.

SOLUÇÃO
Para o secretário Tadeu Consoni, a solução do problema começa com o aumento da vazão do Machado de Melo. Ele defende a execução de obras da Rua Porangaba até a Bastos Cordeiro, com ampliação do canal, praticamente eliminando as calçadas centrais, aproveitando todo o espaço possível. Além disso, há necessidade de aumentar a vazão após a travessia da Rua do Fico para evitar alagamentos no Monterrey. Consoni afirma que é necessário, também, mexer nas galerias laterais.
Quanto ao custo da obra, pode aproximar-se de R$ 20 milhões.

 


Compartilhe esta notícia!