Compartilhe esta notícia!

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

A turma de Engenharia Mecânica do Unisalesiano, que concluiu o curso neste ano, teve a participação de apenas três mulheres dentro de um universo com 39 homens. Esse fato é comum, já que cursos desse ramo atraem mais a atenção de pessoas do sexo masculino.
Porém, uma jovem se sobressaiu: Mariana de Oliveira, de 23 anos, de Promissão-SP, foi considerada a melhor aluna da sala e não só ganhou a medalha de Honra ao Mérito das mãos do Reitor do Unisalesiano, padre Luigi Favero, como também recebeu o Prêmio Mérito Acadêmico da Instituição, com o diploma Summa Cum Laude.
De acordo com o regimento do Unisalesiano, para seleção dos homenageados do Prêmio Mérito Acadêmico é calculado o coeficiente de rendimento escolar que abrange as notas de todas as disciplinas cursadas na graduação. Aqueles que possuem CRE entre 8,5 e 8,9 recebem o diploma Magna Cum Laude (com grande louvor), e os que alcançam coeficiente igual ou superior a 9 são agraciados pela Summa Cum Laude (com o máximo louvor).
Já a medalha de Honra ao Mérito é entregue aos melhores alunos de cada turma, levando em conta o comportamento, a identificação com as características do Unisalesiano, a participação em trabalhos e eventos da Instituição, dedicação aos estudos e as melhores notas do curso.

ENTREVISTA
Mais algum familiar decidiu optar por essa profissão?
Mariana – Eu sou a primeira pessoa da minha família a se formar em engenharia e, da minha casa, a segunda a concluir o Ensino Superior.

Por que e desde quando resolveu seguir esse ramo?
Mariana – Eu me decidi oficialmente pela Engenharia Mecânica no meu 2º ano do Ensino Médio porque eu sabia que seria uma área que me daria muitas possibilidades de atuação. Eu sempre achei interessante o fato do ser humano ser o responsável por criar máquinas e eu achava que esse seria o melhor lugar para mim.

Por que a escolha pelo Unisalesiano?
Mariana – Desde quando eu comecei a fazer vestibulares, eu já sabia que morar fora não seria uma opção para mim porque a minha família não teria condições de me manter em outro lugar. Então, o meu foco sempre foi me sair bem no Enem. O Unisalesiano não foi a primeira universidade em que eu estudei. Eu cursei um semestre de Engenharia Mecânica em outra Instituição de Ensino, também em Araçatuba, e lá tinha bolsa de estudos, mas eu não gostei da faculdade. Fazendo algumas pesquisas e perguntando para algumas pessoas, me indicaram o Unisalesiano porque disseram que as coisas seriam levadas mais a sério. Então, eu fiz o Enem novamente e consegui uma bolsa integral pelo ProUni.

Como foram esses 5 anos de estudos?
Mariana – Foram 5 anos de muito estudo e muitas horas de sono perdidas. As pessoas têm o costume de falar que engenharia é difícil, mas não é mais difícil que nenhum outro curso, pelo menos não quando é o que a pessoa realmente quer fazer. Não é fácil, tem que estudar e se dedicar. E gostar de exatas, pois é a base do curso. Mas eu sempre tive apoio da minha família e dos meus colegas, sempre que precisei de ajuda para alguma coisa, nunca se negaram. Então, acho que isso facilitou bastante.

Sua sala tinha quantos alunos?
Mariana – Quando começou eram mais de 60 alunos, sendo quatro meninas, mas três se formaram. Nem todos faziam todas as matérias. (A turma que se formou foi composta de 42 formandos: 39 homens e 3 mulheres).

Passou pela sua cabeça que seria a melhor da turma?
Mariana – Na verdade, não. Eu não posso dizer que era uma questão de inteligência porque vários dos meus colegas são realmente muito inteligentes e interessados no que fazem. Foi mais uma questão de esforço mesmo. De não ter preguiça, de aceitar abrir mão de momentos de lazer para estudar. Acho que foi isso o que mais me diferenciou.

E como está se sentindo?
Mariana – Eu me senti muito honrada. Não era mais que minha obrigação, mas ser reconhecida é sempre bom, então para mim foi uma conquista. De fato, a sensação de dever cumprido.

Quais serão seus próximos passos?
Mariana – Meu foco é começar a trabalhar na área e ganhar um pouco de experiência antes de partir para a pós, até para conhecer um pouco mais e conseguir escolher meu foco.


Compartilhe esta notícia!