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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

A estatística mais recente é de 2010, mas é suficiente para suscitar a preocupação com determinado segmento da sociedade: pessoas que sofrem de surdez.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em Araçatuba, havia, naquele ano, 323 pessoas com deficiência auditiva total e 1.505 portadores com grande grau de dificuldade.
Diante desse cenário, o município planeja, para o início do próximo ano, uma ação conjunta a fim de capacitar servidores para atender esse público.
De acordo com a Prefeitura, está em gestação a criação de um curso de formação básica em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) a ser destinado a servidores da rede municipal de saúde.
Conforme resposta da gestão do prefeito Dilador Borges (PSDB) a requerimento do vereador Lucas Zanatta (PV) sobre o atendimento portadores de surdez na rede pública, o trabalho está sendo articulados pelas secretarias de saúde e educação.
A ideia, diz a administração municipal, é fazer com que todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) tenha ao menos um funcionário capaz de acolher portadores de deficiência auditiva.
No documento encaminhado pelo Executivo ao Legislativo, com data de 8 de novembro, o poder público local explica que, devido à recente mudança de gestão na atenção básica, a capacitação ficou prevista para o início do próximo ano.
NOS DIAS ATUAIS
No que diz respeito ao que é oferecido atualmente para atender esse público, a gestão tucana diz que, hoje, os serviço de saúde estão sinalizados com totens externos informatizados e placas internas com os serviços prestados, conforme portaria 2.838/2011 do Ministério da Saúde.
“Os agendamentos de consultas/exames em ambulatórios e/ou atendimento diferenciado a todos os portadores de necessidades especiais são priorizados a partir do momento da identificação da deficiência, conforme a lei 13.146/2015, que instituiu o Estatuto da Pessoa com Deficiência”, diz o documento oficial, assinado pela secretária municipal de Saúde, Carmem Silvia Guariente e pelas diretoras Alessandra Crisóstomo Ferreira e Cristiane Camargo de Almeida.
CAEMA
Uma das ações de maior vulto da atual administração para o público que sofre de deficiência foi a inauguração, em junho do ano passado, do Caema (Centro de Apoio Educacional Especializado e Multidisciplinar. O serviço, que resultou de uma iniciativa das secretarias de educação, saúde e assistência social, foca no atendimento a alunos da rede municipal com deficiência intelectual, visual, auditiva, transtornos de desenvolvimento e dificuldade de aprendizagem, bem como crianças com transtornos mentais ou com altas habilidades.
O centro oferece atendimento para crianças de 0 a 11 anos, com psicólogos, fonoaudiólogos e pedagogos. O endereço é rua Bandeirantes, 587, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
COMUNIDADE
No campo da atenção ao público portador de deficiência auditiva, em Araçatuba, tem se destacado também ações da comunidade. Em março, por exemplo, O LIBERAL REGIONAL noticiou que o município sediou o 1º Encontro de Implantados, numa referência a pessoas que usam o Implante Coclear para poder ouvir. A idealizadora foi a empresária Márcia Angelo Ferraz Lazarin, mãe do menino Ian, de 7 anos, que, além da surdez total, é diagnosticado com autismo. No eventos, pessoas relataram suas experiências e houve palestras com especialistas, a fim de orientar pessoas que cuidam de pessoas com esse tipo de deficiência.

 


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