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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Maior economia da região, Araçatuba supera, no Estado, cidades de porte populacional maior no que diz respeito à distribuição de suas riquezas. É o que permite concluir o Boletim PIB (Produto Interno Bruto) dos Municípios 2017, divulgado na última sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Naquele ano, a soma de todas as riquezas produzidas por Araçatuba, que tem 197.016 moradores, chegou a R$ 6,971 bilhões. Desse resultado, o chamado PIB per capita – a soma de todas as riquezas geradas na localidade dividida por seus habitantes – chegou a R$ 35.769,43.
Levantamento feito por O LIBERAL REGIONAL junto ao mesmo estudo elaborado pelo órgão de estatísticas revelou a distribuição do que se gera em Araçatuba é muito maior do que a observada em Franca, onde a renda per capita alcançou R$ 27.097,60, tipo de distribuição considerada baixa por analistas. Com quase o dobro de moradores de Araçatuba (357.187 pessoas), o polo calçadista masculino fechou 2017 com PIB de R$ 9,409 bilhões.
Araçatuba ganha também de Presidente Prudente e Marília, cidades com arrecadação um pouco superior (na casa dos R$ 7 bilhões) onde vivem 227.072 e 237.130 pessoas, respectivamente. Em Prudente, a divisão do que se arrecada por morador chegou, em média, a R$ 34.655,21, enquanto em Marília, R$ 32.816,72.
A distribuição em Araçatuba ainda chega de perto de outros grandes municípios próximos. Em São José do Rio Preto, o PIB per capita é de R$ 36.599,83, enquanto em Bauru, R$ 37.051,72.
REGIÃO
Na região, após Araçatuba, os maiores PIBs são de Birigui (R$ 3,147 bilhões), Andradina (R$ 1,972 bilhão), Penápolis (R$ 1,580 bilhão) e Castilho (R$ 1 bilhão). Considerados entre os mais populosos da região, estes municípios têm uma base forte de sustentação econômica. No caso de Birigui, a produção calçadista infantil; Andradina, a fabricação de alimentos; Penápolis e Castilho, por sua vez, a agroindústria canavieira.
E é justamente a produção sucroalcooleira que garante um PIB maior em municípios pequenos. É caso, por exemplo, de Brejo Alegre. Uma das menores da região, com 2.573 moradores, a cidade conta com usinas de produção de açúcar e álcool, o que lhe garantiu, há dois anos, chegar a um PIB de R$ 193 milhões. O PIB per capita, por sua vez, é o maior de toda a região: R$ 68.785,63.
BRASIL
A pesquisa feita pelo IBGE mostrou ainda que, no Brasil, os 69 municípios de maiores PIBs representavam, em 2017, cerca de metade do total do Produto Interno Bruto nacional e pouco mais de um terço da população brasileira. Isso, na avaliação de analisstas, significa que há uma concentração econômica muito grande e não muda de ano para outro. O que se observa é que esses grandes municípios,

independentemente do recorte que seja dado, vêm perdendo participação a cada ano. As grandes cidades estão perdendo participação relativa, mas esse processo ainda é uma coisa muito lenta, segundo o IBGE.
Em 2017, sete municípios responderam por quase um quarto do PIB do Brasil e por 13,6% da população. São eles São Paulo (SP), com 10,6%; Rio de Janeiro (RJ), com 5,1%; Brasília (DF), com 3,7%; Belo Horizonte (MG), com, 1,4%; Curitiba (PR), com 1,3%; Osasco (SP), com 1,2%; e Porto Alegre (RS), com 1,1%. Já em 2002, apenas quatro municípios somavam um quarto da economia nacional. Eles eram São Paulo (SP), com 12,7%; Rio de Janeiro (RJ), com 6,3%; Brasília (DF), 3,6%; e Belo Horizonte (MG), 1,6%.
No País, em 2017, o PIB chegou a R$ 6,9 trilhões, com crescimento de 1%. No Estado, chegou a R$ 2.119 trilhões.

 

RIQUEZAS

Confira o PIB e a distribuição por habitantes em cidades da região de Araçatuba:

Município PIB PIB per capital

Alto Alegre R$ 110 mi R$ 26.590,67
Andradina R$ 1,972 bi R$ 34.385,26
Araçatuba R$ 6.971 bi R$ 35.769,43
Auriflama R$ 294 mi R$ 19.494,28
Avanhandava R$ 428 mi R$ 32.647,32
Barbosa R$ 89 mi R$ 12.333,85
Bento de Abreu R$ 170 mi R$ 58.041,53
Bilac R$ 185 mi R$ 23.593,57
Birigui R$ 3.147 bi R$ 26.071,64
Braúna R$ 95 mi R$ 17.011,09
Brejo Alegre R$ 193 mi R$ 68.785,63
Buritama R$ 604 mi R$ 35.870,84
Castilho R$ 1.001 bi R$ 49.166,56
Clementina R$ 245 mi R$ 29.700,4
Coroados R$ 162 mi R$ 27.503,97
Gabriel Monteiro R$ 76 mi R$ 27.089,48
Gastão Vidigal R$ 67 mi R$ 14.241,82
General Salgado R$ 260 mi R$ 23.729,64
Glicério R$ 97 mi R$ 20.221,31
Guaraçaí R$ 229 mi R$ 27.048,5
Guararapes R$ 987 mi R$ 30.233,85
Guzolândia R$ 62 mi R$ 11.900,44
Ilha Solteira R$ 627 mi R$ 23.641,14
Itapura R$ 102 mi R$ 21.217,12
Lavínia R$ 148 mi R$ 13.224,6
Lourdes R$ 39 mi R$ 17.116,41
Luiziânia R$ 71 mi R$ 12.539,7
Mirandópolis R$ 616 mi R$ 21.014,68
Murutinga do Sul R$ 60 mi R$ 13.386,04
Nova Castilho R$ 40 mi R$ 32.062,61
Nova Independência R$ 134 mi R$ 35.842,59
Nova Luzitânia R$ 47 mi R$ 11.763,82
Penápolis R$ 1.580 bi R$ 25.186,01
Pereira Barreto R$ 818 mi R$ 31.701,06
Piacatu R$ 96 mi R$ 16.393,58
Rubiácea R$ 62 mi R$ 20.359,91
Santo A. Aracanguá R$ 215 mi R$ 25.933,29
Santópolis do Aguapeí R$ 61 mi R$ 12.975,63
São João de Iracema R$ 35 mi R$ 18.311,12
Sud Mennucci R$ 179 mi R$ 23.184,11
Suzanápolis R$ 261 mi R$ 67.940,53
Turiúba R$ 47 mi R$ 23.335,27
Valparaíso R$ 990 mi R$ 38.621,02

Fonte: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 


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