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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Uma cidade “dinâmica”, com nível elevado de riqueza e bons níveis nos indicadores sociais. Este é o retrato revelado de Araçatuba na décima edição do IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade Social), divulgado ontem de manhã, na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Dinâmica, assim como sua cidade-sede, a região tem outros quatro municípios na mesma condição: Ilha Solteira, Suzanápolis, Guararapes, Valparaíso e Alto Alegre. Junto com Araçatuba, a população dessas cidades representa 35,96% da região. Em todas estas localidades, o Índice mostrou que o perfil de longevidade e escolaridade dos moradores aparecem avaliados como entre médio e alto. Em todo o Estado, condições semelhantes a esta, ostentam municípios como Campinas, São Bernardo do Campo e Sorocaba.
É uma realidade diferente da maioria das cidades região. Quase metade da população dos 43 municípios é classificada como muito rica, que, por outro lado, tem suas demandas sociais bem atendidas. O estudo mostrou que 45,85% da população dessa fatia do Estado se encontra na faixa classificada como equitativa, ou seja, onde as cidades apresentam baixos índices de riqueza, porém têm bons indicadores sociais.
Indicador que mede o desenvolvimento humano dos municípios paulistas, o IPRS é elaborado pela Fundação Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) em parceria com o ILP (Instituto do Legislativo Paulista) e a Assembleia Legislativa. A exemplo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), da ONU, o IPRS tem três grandes linhas de análise: riqueza, escolaridade e longevidade.
O trabalho apontou ainda outras três características para a região de Araçatuba. Uma delas mostra que 8,93% das localidades tem baixos níveis de riqueza e indicadores intermediários de longevidade e/ou escolaridade. Outra trouxe a informação de que 7,59% das cidades são desiguais, por possuírem muita riqueza e possuírem indicadores sociais insatisfatórios. Por fim, dois municípios, Itapura e Clementina, foram colocados em condição de vulnerabilidade, classificados como desfavorecidos em riquezas e em avanços sociais.
Conforme relatório apresentado pelos responsáveis pela pesquisa, o raio-x da região de Araçatuba se assemelha ao das outras existentes no Noroeste Paulista: São José do Rio Preto e Presidente Prudente. No total, em 218 municípios pequeno porte localizados nessas três regiões, foram observados baixos níveis de riqueza e bons indicadores sociais. “Esse tipo de município é pouco representado na Região Metropolitana de São Paulo e inexiste na Baixada Santista”, diz o documento.
NO ESTADO
A edição deste ano do IPRS mostrou uma evolução do Estado em relação ao último levantamento, de 2016.
“Temos uma diminuição dos municípios vulneráveis e um aumento dos dinâmicos. Houve uma relativa estabilidade entre os municípios em transição e aumentaram os equitativos. O número de municípios desiguais aumentou, mas diminuiu a população alcançada”, afirmou chefe de Divisão de Indicadores Sociais, Paula Montagner, conforme informações divulgadas pela Assembleia Legislativa.
A cidade de São Paulo está no grupo dos desiguais, o que significa apresentar bons níveis de riqueza, mas com índices de longevidade e escolaridade médios. Entre os vulneráveis, aparecem cidades como Franco da Rocha, Francisco Morato e São Vicente.
PAPEL
Segundo os responsáveis pela pesquisa, o IPRS tem o papel de orientar os gestores públicos no direcionamento de políticas públicas em áreas com maior demanda.
A edição atual trouxe mudanças, como uma nova forma de visualizar os dados. “Esperamos que, com essas inovações, os deputados, os gestores públicos e a população tenham um acesso melhor aos dados do IPRS”, ressaltou o diretor-adjunto do Seade, Carlos Eduardo Torres.
HISTÓRIA
O IPRS foi criado pela Assembleia Legislativa em 2001, quando o hoje deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) era presidente do Legislativo paulista. “Se existe o IDH, que mede a qualidade de vida de todos os países do mundo, por que não ter em São Paulo um índice para medir a qualidade de vida do Estado? Foi isso que motivou a nossa criação”, comentou Macrise, que foi o quinto deputado mais votado em Birigui no ano passado, com a preferência de 2.373 eleitores.

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