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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Até o final da gestão do prefeito Dilador Borges (PSDB), todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) já terão adotado o chamado prontuário digital, que substituirá arquivos e receituários impressos.
Em documento encaminhado à Câmara Municipal, como resposta a requerimento sobre o prazo para a implantação feito pelo vereador Arlindo Araújo (Cidadania), a Prefeitura informa que a adoção da medida deverá ocorrer em todos os postos de saúde da rede municipal até o final do próximo ano.
Antes, a atual gestão previa fazer a adequação no ano passado, o que não ocorreu devido aos custos, conforme O LIBERAL REGIONAL noticiou em 9 de junho de 2018.
Na resposta encaminhada ao Legislativo no último dia 26, o Executivo diz: “Conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde, os custos para implantação do sistema informatizado – Prontuário Eletrônico, ainda estão sendo levantados. A expectativa é que seja implantado em todas as Unidades até o final de 2020”.
EXIGÊNCIAS
Desde 2016, o Ministério da Saúde recomenda que os municípios implantem um sistema informatizado de prontuário de pacientes que são atendidos nas unidades básicas.
De acordo com o governo federal, a “ficha digital” permite que todo o histórico do paciente, desde o seu nascimento, como as vacinas já tomadas, consultas e exames realizados durante toda a sua vida, seja acessada nas UBSs e no Pronto-Socorro Municipal. Isso, além de o sistema informatizado permitir qualidade na gestão da atenção básica e eliminar de vez as fichas de papel com os dados do paciente.
PASSO A PASSO
Justamente por causa da necessidade de verba para investir, a implantação do sistema ocorrerá de forma gradativa, segundo apurou a reportagem. Apesar de o valor necessário não ter sido divulgado, os investimentos deverão contemplar a aquisição de computadores, tablets, além de adequações na rede elétrica em praticamente todas as unidades de saúde. A necessidade de avaliação financeira é também atribuída ao fato de nem todas as UBSs estarem equipadas com tablets, computadores e as adequações na rede elétrica e de informática.
Servidores da Secretaria de Saúde ouvidos pelo LIBERAL avaliam que a mudança agilizará o atendimento, permitirá a integração de serviços e o acompanhamento e monitoramento dos trabalhos. A tecnologia acabará ainda com a dificuldade provocada pela interpretação das “letras de médico” em impressos como encaminhamentos, pedidos de exames e receitas, reduzindo as dificuldades.
INDICAÇÃO
Na Câmara, as primeiras sugestões para a implantação do prontuário eletrônico começaram em abril de 2018, quando o vereador Alceu Batista de Almeida Júnior (PV) havia feito proposta formal à administração municipal para que realizasse estudos a fim de avaliar a possibilidade de obrigar a expedição de receitas médicas e odontológicas, além de pedidos de exames, digitados e impressos nas próprias unidades básicas da rede municipal.
Junto com a indicação, o parlamentar havia encaminhado anteprojeto, prevendo essa obrigatoriedade. Porém, como a medida já está nos planos do governo Dilador, a proposta não será submetida à apreciação do Legislativo.
CONDIÇÕES
Apesar de a Prefeitura, no primeiro momento, priorizar as UBSs, a tendência é que, futuramente, receitas impressas sejam implantadas também nos centros de especialidades e no pronto-socorro municipal. A exceção ficaria só para casos de atendimento emergencial ou naqueles em que haja exigência legal em sentido diverso.

 


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