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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Há pelo menos três décadas, passar entre a avenida Waldir Felizola de Moraes e a rua Baguaçu permite ao observador mais atento concluir como a modernidade e a preservação se aliam em Araçatuba.
De um lado, duas vias de trânsito intenso ao longo do dia; de outro, uma reserva de aproximadamente nove hectares em volta do principal manancial da cidade. No último dia 22, o Peba (Parque Ecológico Baguaçu) chegou a 31 anos de existência, sendo um modelo de preservação e referência para atividades de educação ambiental.
Os estudos ali realizados são diversos. Era março 26 de março deste ano. Naquele dia, estudantes da oitava série do Colégio Degrau estiveram no local para uma visita técnica, que consistiu na realização do projeto de iniciação científica “Análise Macroscópica dos Impactos Ambientais nos Corpos Hídricos do Peba”.
Após aprenderem em sala de aula o processo de tratamento da água tradicional, por decantação, na oportunidade, eles foram conhecer o sistema de tratamento por flotofiltração na Estação de Tratamento de Água Tietê, caracterizado pela sepração das partículas sólidas por meio da introdução de microbolhas de ar. O sistema de flotofiltração é considerado moderno e eficaz no tratamento da água. Além de pesquisas, o parque ecológico recebe inúmeras ações em eventos como as semana da água e do meio ambiente.
VARIEDADE
O Peba foi criado em 1988, na gestão do então prefeito Valter Tinti, que o considerava uma “menina dos olhos”.
Diz o ex-prefeito: “Há 20, 30 anos, a população não tinha noção do que era preservacionismo. Árvores eram derrubadas e a população nem discutia isso. Então, vendo essa reserva, eu conversei com engenheiros, fizemos estudos e baixei um decreto, criando o parque. Isso deu grande repercussão à época. Muita gente de municípios vizinhos veio conhecê-lo. Acredito que ganhamos um espaço de preservação e conseguimos colocar na cabeça do povo de Araçatuba a necessidade da educação ambiental”.
Ao longo do tempo, o parque passou por uma série de transformações. A maior parte delas resultou de parcerias entre o poder público e a comunidade, o que garantiu o plantio de árvores, o controle de pragas, combate a incêndios e o cercamento da área. Graças a toda a essa mobilização, sua densa vegetação é bem visível, garantindo um belo verde em torno da rua e da avenida que o cercam.
Mas a preocupação com aquele espaço, onde já foram identificadas mais de 90 espécies de pássaros e ainda é conhecido pela presença de capivaras, continua. O parque vem passando por reformas estruturais, com objetivo de garantir ainda mais sua preservação.
Segundo a Prefeitura, hoje, ali, tem sido realizadas reformas estruturais, como troca total de telhado, adequações nos banheiros e para acessibilidade, além de substituição de janelas. Placas de sinalização e de fachadas já estão instaladas. Todo esse pacote resultou de um investimento de R$ 361.608,08, sendo que R$ 292,5 mil desse total foram repassados pelo governo federal, por meio do Ministério do Turismo. Os R$ 69.108,08 foram contrapartida do município. Para a execução dos serviços, foi contratada a empresa Engescav Engenharia e Construções Eirelli.

 


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