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ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A visita do secretário de Estado de Logística e Transporte, João Octaviano Machado Neto, a Araçatuba nos dias 25 e 26 de outubro para discutir novo modelo de intermodalidade nos transportes já serviu para a cidade retomar o projeto mais amplo de e transformar-se em polo aeroportuário. A reportagem de O LIBERAL REGIONAL apurou que para a retomada do projeto, a Prefeitura já está adotando medidas necessárias para obter a devolução de áreas destinadas a empresas do setor na área portuária do município. As áreas que podem ser revertidas são da Lógum Logística e onde funcionou a Belconave.
O prefeito Dilador Borges falou com, entusiasmo sobre a iniciativa, que prevê investimentos no porto fluvial, duplicação de trecho da Rodovia Elyeser Montenegro Magalhães, investimento na Malha Oeste (ferrovia) e no Aeroporto Dario Guarita. Em sua visita ao município, o secretário João Octaviano Machado Neto esteve com Dilador no aeroporto (decidiu rapidamente sobre a execução de obras para operação de jatos) e no porto fluvial. “O secretário gostou do que viu”, disse o prefeito, que na semana seguinte recebeu a visita do engenheiro e diretor do Departamento Hidroviário, José Manoel de Oliveira Reis e do engenheiro Jean Cordeiro.
Do encontro participaram também os secretários municipais Manoel Afonso Filho (Governo), Lucas Proto (Meio Ambiente e Sustentabilidade) e Marcelo Mazzei (Desenvolvimento Econômico e Relações do Trabalho, Desenvolvimento agroindustrial e Turismo), além do assessor executivo Celso Gatto Júnior. “O Governo do Estado demonstrou-se muito interessado e viu aqui um grande pólo de logística, a ser integrado com rodovia e ferrovia. Discutimos condições que o município pode ofertar, como uma área a ser cedida para o Estado para essa implantação. Os estudos precisam ser atualizados e a conversa foi para que pudéssemos dar o start desses estudos visando a implantação deste polo em um prazo médio de dois anos. Já há empresas como a Coopercitrus e a Raizen interessadas em compor esse novo estudo para viabilização, que vai ser muito bom para todos”, revela o secretário Mazzei.
Segundo Dilador Borges, Araçatuba oferece todas as condições para instalação de polo intermodal. “Temos boas rodovias, ferrovia, bom aeroporto e o porto fluvial”, disse. O governo do Estado pode duplicar a Elyeser Montenegro Magalhães até a Ponte Pio Prado para atender o porto, além de empresas, como a Raizen (Destivale), com produção de etanol e açúcar. Há também planos da Copercitrus investir em processo de grãos naquela região do município. “Além disso, estamos duplicando a Via Etelvino Pereira dos Santos, que liga a rodovia ao acesso ao aeroporto”, disse Dilador, enfatizando que há possibilidade até mesmo da construção de um ramal ferroviário ligado a linha tronco ao futuro terminal intermodal. A distância é de 17 quilômetros”, afirmou o prefeito.
O prefeito araçatubense lembrou também que o governo federal está cobrando da concessionária Rumo, investimentos na modernização da Malha Oeste da ferrovia. “O governo estadual está investindo em obras para modernizar hidrovia, reduzindo os riscos de paralisação”, explicou o prefeito.
O terminal intermodal de Araçatuba pode atender empresas de diferentes setores e que atuam em toda a região e até mesmo Três Lagoas.

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REVETER – Município quer reverter áreas cedidas e não aproveitadas adequadamente para implantação do Terminal Aeroportuário
ARQUIVO

 

Construção de terminal aquaviário não saiu do papel
Em 2011, durante a euforia pela construção do Estaleiro Rio Tietê para construção de 20 comboios para a Transpetro, foi anunciada a implantação de um terminal aquaviário em Araçatuba. O município cedeu uma área de 170 mil metros quadrados, ao lado do porto, para a Lógum Logística desenvolver o projeto. A Lógum era a união de várias empresas, inclusive com a participação da Transpetro. Em 2014, a Lógum ainda fala no investimento. Porém, depois dos problemas na Petrobras e Transpetro, novos investimentos foram suspensos e o projeto não saiu do papel.
A unidade em Araçatuba teria capacidade de movimentar 2,5 bilhões de litros por ano. Faria parte de um Sistema Logístico de Etanol (logística, carga, descarga, movimentação e estocagem, operação de portos e terminais terrestres e aquaviários) que envolveria transportes multimodais: dutos, hidrovias (barcaças), rodovias (caminhões-tanques) e cabotagem (navios). No entanto, este projeto voltado exclusivamente para etanol, foi esquecido.

RETOMAR ÁREAS
Para retomar o novo projeto, que é mais ambicioso, pois não pensa em apenas um produto e na hidrovia, mas para atender vários tipos de empresas em diferentes modais, a Prefeitura de Araçatuba precisa retomar áreas cedidas. A reportagem foi informada de que a Lógum Logística já deixou claro que não tem interesse na iniciativa e não vai se opor à reversão da área, já que os objetivos não foram alcançados. Com este área e outra também processo de reversão, o município poderá colocar à disposição do governo para iniciar o processo de um Complexo Intermodal Aeroportuário.

A5 Logum.JPGNO PAPEL – Terminal da Lógum seria implantado em área de 170 mil metros quadrados, mas não saiu do papel
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