ARNON GOMES – BIRIGUI

O vereador Benedito Dafé (PV) protocolou, na última quinta-feira, pedido de prorrogação da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga possível esquema de venda de atestados médicos por funcionários ligados à Secretaria Municipal de Saúde de Birigui. O requerimento será votado pelos parlamentares na próxima sessão da Câmara, marcada para 5 de novembro. Se aprovado, a apuração da denúncia ganhará mais 90 dias.
Este é o segundo pedido de tempo maior para os trabalhos. O primeiro, também proposto por Dafé, presidente da comissão, recebeu aprovação dos parlamentares em junho. No mais novo pedido de prolongamento dos trabalhos, o representante do Partido Verde diz aguardar a fase de instrução, aquela na qual os membros da CEI se dedicam à produção de provas, como perícia técnica, documentos, oitivas de testemunhas e a ouvir depoimentos.
A reportagem apurou que a comissão tenta conseguir a realização de todas as oitivas no mesmo dia, com intervalos de tempo estabelecidos. A dificuldade reside no fato de uma das testemunhas, sobre a qual recai a maior parte das denúncias, estar com câncer. Por isso, no momento, encontra-se impossibilitada de prestar depoimento.
Vereadores que integram a comissão querem saber também se houve eventual prevaricação por parte da administração municipal, uma vez que a denúncia teria chegado ao conhecimento de setores da gestão do prefeito Cristiano Salmeirão (PTB).
FRAUDE
A investigação foi proposta em abril pelo então vereador José Fermino Grosso (DEM). Além dele, o pedido para a abertura da comissão teve a assinatura de outros seis parlamentares: Dafé, Fabiano Amadeu (Cidadania), Leandro Moreira (PRB), José Roberto Paquinha (MDB), César Pantaroto (Pode) e Vadão da Farmácia (PTB).
De acordo com o documento que resultou na abertura da comissão, vereadores receberam cópias de boletins de ocorrência que relatam crimes de falsificação de atestados médicos por servidores da Secretaria de Saúde. Um empresário contou que foi ao Centro Médico de Especialidades para saber de um atendimento a seu funcionário.
Ao verificar no sistema, uma servidora constatou que o trabalhador não havia sido atendido. Nem mesmo o médico que teria assinado o documento, quando procurado pelo empresário, confirmou a assinatura. E enfatizou que sua assinatura foi falsificada. Logo, o profissional de medicina registrou boletim de ocorrência em que informa o aparecimento de atestados falsos que levavam seu nome.
Recentemente cassado após ser condenado por crime ambiental, Fermino chegou a falar, em discurso na tribuna da Câmara, que os atestados estavam sendo fraudados ao custo de R$ 100.

 

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