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Jornaleiros comemoram data reafirmando a importância da profissão

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Profissionais responsáveis pela comercialização de publicações impressas, como o Jornal O LIBERAL REGIONAL, além de outros periódicos, revistas e publicações; os jornaleiros comemoraram o seu dia ontem, 30 de setembro.
Um dos trabalhos mais antigos que existem na sociedade, especula-se que existam jornaleiros há mais de 150 anos no Brasil. Ainda na época da escravidão, os próprios escravos iniciaram esta profissão, levando jornais pelas ruas e gritando suas manchetes para atrair a atenção de possíveis leitores. Desde forma, foi vendido o primeiro jornal avulso no país, em 1858, chamado “A atualidade”.
A partir do Século XX surgiram as primeiras bancas de jornais, ainda no Rio de Janeiro. O nome “banca” derivou-se de Carmine Labanca, imigrante italiano, que fundou a primeira banca de jornais na capital fluminense.
Em Araçatuba não é difícil encontrar uma destas bancas espalhadas pela cidade. Na área central, por exemplo, existem algumas bem tradicionais. Dentre estes estabelecimentos está o de Pedro Andrade Wanderley, 66, conhecido como Pedrinho, o mais antigo vendedor de jornais e revistas da cidade, que tem sua banca na Rua Cussy de Almeida.

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ALTERNATIVAS – Com banca ha 16 anos, Luiz Carlos Pontoglio, agrega produtos à banca

Pedrinho está há mais de 40 anos no ramo e contou a nossa reportagem que começou a vender jornais por gostar muito de ler quando era jovem. “Desde pequeno eu adorava ler, então eu já comecei a vender. Naquela época tinha poucas bancas né, a gente pegava da banca e vendia na rua, é o que eu fazia. E primeiro eu lia a revista, o jornal, depois que eu ia vender (risos)”, comentou.
Pedrinho acredita que, mesmo com a novas tecnologias e novas mídias, como os portais de notícias e as redes sociais, a figura do jornaleiro é importante e a banca de jornais segue sendo um local para o encontro de amigos, que além de se informarem, ainda colocam a conversa em dia. “Aqui por exemplo, tem muita gente que vem porque quer sentir o jornal, sentir o cheiro da impressão, folhear a revista, isso não tem preço. E hoje a internet afastou muito as pessoas, até pra comprar produtos muitas vezes não é necessário sair de casa. Então tem umas pessoas que se reúnem aqui na banca para conversar, geralmente acontece isso muito de sábado e domingo. Aqui vem médico, fazendeiro, professores, pedreiros, todo mundo entra na conversa”, disse Pedrinho, que afirmou que a campeã de vendas entras as revistas é a Veja, que tem publicação semanal, e que além dela, jornais, gibis e revistas sobre os famosos têm uma boa saída.
Novas tecnologias levam novos produtos às bancas
Todos os vendedores de jornais e revistas de Araçatuba são unânimes em afirmar que houve uma diminuição no público por conta das novidades tecnológicas, mas vários deles encontraram boas alternativas para isso. Luiz Carlos Pontoglio, 64 anos, é proprietário junto com o filho de uma banca de jornais que fica no Calçadão de Araçatuba. Há 16 anos no ramo, Pontoglio oferece também chips de celular e recargas em seu estabelecimento. “Aqui além de comercializarmos todo tipo de revista, ainda damos uma ajuda nas vendas comercializando chips das operadoras de telefonia celular, recargas, isso ajuda bastante no nosso dia a dia”, afirmou.
De acordo com Luiz Carlos, após se aposentar, ele resolveu montar a banca para ajudar o filho, Danilo, de 33 anos, que trabalho com ele no local. “Eu peguei isso aqui para ter uma renda pro filho né, eu estou aposentado, mas sigo ajudando e dando uma mão pra ele aqui”, completou. No momento em que fizemos a entrevista, Danilo não estava no estabelecimento por estar em horário de almoço.
Alguns outros estabelecimentos comerciais como padarias e supermercados também comercializam jornais e revistas. Atualmente, são mais de 40 estabelecimentos em Araçatuba que fazem este tipo de serviço.

 

 

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