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Araçatuba pode se tornar referência no estímulo ao uso de bicicleta

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

O que é a bicicleta? Um meio de transporte, um instrumento de lazer ou um produto para a prática esportiva? Cada um tem uma resposta e ainda há aqueles que têm na bicicleta um método terapêutico. Esses documentos mostram que o primeiro equipamento foi fabricado em Paris, em 1818, mas bem diferente dos atuais. A longo do tempo a bicicleta mudou e de meio de transporte para pessoas que não tinham como comprar veículo automotor ou criança, transformou-se em equipamento de luxo. Por isso, as cidades estão cada vez mais pensando em facilitar a vida dos ciclistas, com ciclofaixas e ciclovias. E Araçatuba, vai adotar uma postura mais direta. A partir de agora, todas as grandes avenidas serão dotadas de ciclovias. Esta é uma determinação do prefeito Dilador Borges que, como praticante do ciclismo, reconhece os benefícios.
O uso da bicicleta passou por muitas transformações. Desde brincadeira de criança, principalmente das famílias mais abastadas, ao meio de transporte de expressiva parcela da população. Poucos usavam a bicicleta como prática esportiva. No entanto, os modelos foram passando por profundas transformações, facilitando a vida dos usuários e estimulando o uso mais contínuo. Em busca de uma vida mais saudável, muitas pessoas passaram a pedalar como atividade física. Muitos chegam a pedalar mais de 150 quilômetros por semana, mas sem participar de competições.
Luiz Ricardo Silva tem 33 anos e há mais de 20 anos trabalha com bicicleta profissionalmente, além de ser praticante das tradicionais pedaladas. Ele, como tantos outros, no início usavam a bicicleta como meio de transporte. Depois, já trabalhando em bicicletaria, começou a ver os diferentes usos. Hoje, além de atuar no ramo, Luiz Ricardo é um entusiasta do ciclismo. Embora com dois veículos na garagem, um deles – SUV que era sonho de consumo da família, ele não abre mão de ir trabalhar de bicicleta.
Com duas décadas de experiência e por ter acompanhando de perto a evolução do uso da bicicleta, Luiz Ricardo admite que hoje o uso da bike como meio de transporte caiu bastante. Ele estima que 50% das pessoas que compram bicicleta é para pratica de exercícios físicos ou simplesmente pedalar sem compromisso. A facilidade de compras de motocicletas popularizou o uso do veículo. “Compra bicicleta quem gosta. Antes era quem precisava para transporte”, conta Luiz Ricardo, admitindo que em Araçatuba existem aproximadamente 20 grupos de ciclistas. São pessoas com alguma afinidade que se reúnem para pedalar.
Estes grupos seguem itinerários já estabelecidos, com indicação de quilometragem. Em várias partes da cidade há esta indicação. Assim, os ciclistas definem quantos quilômetros querem pedalar até escolher o itinerário. A jornada média é de 40 quilômetros por passeio. Porém, Araçatuba já teve grupo que foi a Três Lagoas, com 150 quilômetros de distância. Dilador Borges participou desta pedalada.

AVENIDAS
A Prefeitura de Araçatuba informou que há estudos para implantação de ciclovias em algumas avenidas já existentes. Porém, a novidade é que as novas avenidas já foram projetadas e licitadas com a construção de ciclovia. A nova Avenida Pompeu de Toledo terá ciclovia nos dois sentidos. Da mesma forma, o trecho a ser pavimentado da Avenida Dois de Dezembro também será dotada do dispositivo, assim como a Via Etelvino Pereira dos Santos, entre o Trevo Pé de Galinha e a Elyeser Montenegro Magalhães.

POSIÇÃO DO PREFEITO
“A gente precisa preparar Araçatuba para o futuro. A cidade do futuro pensa em transportes alternativos, para evitar o caos do transito apenas a base de carros, ônibus e motos. Participei há algumas semanas do congresso Smart City Expo Latam, no México, e o tema mobilidade e planejamento urbano e territorial, foi amplamente debatido. Se uma pessoa tem disposição para utilizar a bicicleta como meio de transporte, precisamos dar condições para que ela tenha segurança no trânsito. É por isso que pedi ao nosso secretário que faça projetos nas avenidas incluindo as ciclovias”, disse o prefeito.
“Basta olhar para as grandes cidades e ver que é cada vez maior a presença dos ciclistas em meio ao nosso trânsito, seja como transporte para ir trabalhar ou para prática esportiva. Porém, sem a infraestrutura adequada para essa convivência no trânsito, vamos sofrer com acidentes e desrespeito. Hoje os gestores públicos, engenheiros e empreendedores não podem mais ignorar essa exigência crescente na sociedade”, finalizou Dilador Borges.

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GRUPOS – Araçatuba tem até mesmo uma associação de ciclistas legalmente constituída
REPRODUÇÃO/FACEBOOK

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