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Curso de serigrafia artesanal gera projetos de economia criativa em Araçatuba

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

O objetivo de preparar os participantes do curso de serigrafia artesanal para novas possibilidades de negócios, de acordo com suas identidades culturais, e torná-los aptos a oferecer serviços para diferentes nichos de mercados, gerando renda e empregos, alcançou seu êxito. O curso livre “Serigrafia Artesanal: cultura, identidade e desenvolvimento”, que foi realizado no CRAS do bairro São José, de 23 a 26 deste mês, é um projeto da Aruê! Arte, Cultura e Holismo, financiado pelo ProAC (Programa de Ação Cultural) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, resultado de um edital da Prefeitura de Araçatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
Ao todo, 16 participantes conheceram o que é economia criativa, a técnica da serigrafia e a estamparia de camisetas, com oficinas que os prepararam para a criação de estampas e a descoberta de nichos de mercado, incentivando o empreendedorismo e o entendimento de si próprios e dos ambientes nos quais estão inseridos.
Vinícius de Moraes e os amigos Vinícius Caldato Corrêa e Leila Franciele já decidiram que darão continuidade ao que aprenderam e farão da serigrafia uma forma de renda extra. “O curso me surpreendeu. Eu achei que seria só teórico, mas a gente colocou a mão na massa e aprendeu. Ganhamos o material e teremos suporte on-line para dar continuidade ao aprendizado. Esse projeto foi exclusivo e, a partir de agora, faremos camisetas e vamos participar das feirinhas que sempre acontecem em Araçatuba”, diz Vinícius de Moraes.
O DJ e pintor Tony Takaki vai usar a técnica da serigrafia para laquear móveis. “Eu já tenho demanda. Muitos clientes que eu atendo pedem para que eu dê uma cara nova a alguns objetos. Agora eu tenho como fazer isso e vai ser muito interessante usar a serigrafia como ferramenta na transformação das peças. Meu objetivo é ampliar meus conhecimentos na técnica e me tornar um serigrafista profissional”, diz.
“Tenho planos de começar um pequeno negócio que vai crescer aos poucos”, planeja Maxsuel Antônio Alves de Melo. O jovem está desempregado e vê no aprendizado da serigrafia uma possibilidade real de renda. “Ainda não defini o nome da minha marca de camisetas, estou pensando em alguns, mas sei que vou atuar dentro do nicho do público jovem da região”, completa.
Maxsuel é morador do bairro Ezequiel Barboza e afirma que o curso ampliou seus horizontes. “Sei que aqui estamos em uma região estigmatizada, vista como um gueto, mas não é nada disso. O legal desse curso é que ampliou ainda mais o meu universo, os meus pensamentos e o meu modo de compreender o que está à minha volta”, conta.
Para Rafael Batista, idealizador do projeto, a cidade deve se voltar para a economia criativa. “Já nos primeiros estudos, nos anos 90, em Londres, se comprovou que setores criativos geram muito crescimento econômico. E, além de gerar renda, nosso curso de serigrafia artesanal tem como propósito a inclusão social a partir do universo e da visão de mundo de cada participante”, ratifica.
O curso de serigrafia é um dos três projetos aprovados no módulo de Economia Criativa do edital ProAC Municípios, lançado pela Secretaria Municipal de Cultura no início do ano. Esta é a primeira vez que a Prefeitura incentiva projetos de economia criativa no município. Cada projeto foi contemplado com R$ 20 mil para concretizar seus objetivos. “É muito importante esse novo olhar sobre a cultura como uma economia ativa que gera empregos, renda e novas oportunidades de negócios. Queremos cada vez mais incentivar nossos artistas a serem empreendedores e viverem do que criam”, almeja a diretora da secretaria, Vanessa Manarelli.

 

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