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Indústria regional registra o segundo melhor desempenho de todo o Estado, aponta Ciesp/Fiesp

ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Após três meses seguidos de resultados negativos, a indústria na região de Araçatuba voltou a contratar mais do que demitir. Em agosto, as fábricas de 34 municípios, juntas, criaram aproximadamente 200 postos de trabalho.
Os números foram divulgados ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na pesquisa mensal Nível de Emprego na Indústria.
O desempenho observado no mês passado deixou a região numa posição de destaque em nível estadual no que diz respeito à geração de empregos. No mês passado, Araçatuba foi a segunda, em todo o território paulista, que mais abriu oportunidades em suas fábricas, atrás apenas de Diadema. De acordo com o estudo, a variação da região localizada no ABCD ficou em 0,91%, enquanto a da diretoria de Araçatuba, 0,38%.
Os resultados mostram que ambas as localidades caminharam na contramão de boa parte do Estado, onde o oitavo mês de 2019 foi ruim. Segundo as entidades representativas do setor, em agosto, a indústria paulista fechou cinco mil vagas de emprego – variação de -0,23%. Além de Araçatuba e Diadema, apresentaram saldos positivos apenas as regiões de Guarulhos (0,35%), São Carlos (0,28%) e São Paulo/Capital (0,24%). Na manufatura das outras 32 diretorias regionais avaliadas, as demissões superaram as contratações, na média.
VESTUÁRIO
A boa posição da região de Araçatuba em agosto é atribuída ligeiramente à reação do subsetor de confecção de artigos do vestuário e acessórios, que apresentou variação positiva de 20% no período. Esse indicador chega a surpreender, considerando o fato de que o vestuário, na região, é o segmento que apresenta o maior saldo negativo no ano: -81,82%. Nos últimos doze meses, o índice chega a -82,35%.
Segundo analistas, apesar de representar uma característica sazonal, o resultado do último mês traz boas perspectivas, considerando a proximidade do fim do ano. Afinal, uma das razões para as fábricas de roupas produzirem menos e, consequentemente, frearem as contratações era o baixo consumo.
Também influenciaram o cálculo da região no último mês os subsetores de produtos alimentícios (0,20%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,40%).

 

Região teve o melhor mês de agosto em doze anos

A pesquisa mais recente do Ciesp/Fiesp permite concluir que 2019 teve o melhor agosto, dos últimos doze, em relação às contratações na indústria da região de Araçatuba.
A última vez que o mês fechou com saldo positivo havia sido 2007, quando a variação ficou em 2,78%.
Na oportunidade, juntas, as fábricas regionais haviam aberto 1.550 vagas de trabalho em um mês. No ano passado, para se ter uma ideia, 400 postos foram fechados em agosto, resultando numa variação de -0,70%.
DESAFIO
Apesar de o mês passado ter sido favorável, o cenário não deixa de ser desafiador para o setor secundário da economia na região. No ano, a diretoria regional do Ciesp aponta uma queda de aproximadamente 2,3 mil vagas, um acumulado de -4,38%. Já nos últimos doze meses, os números são ainda mais preocupantes. O acumulado chega a -9,55%, resultado do encerramento de 5,3 mil empregos na indústria.

 

Indústria calçadista contribuiu para resultado ruim no Estado

Um dos principais setores da economia regional, o calçadista, contribuiu com o resultado negativo observado no Estado. “O resultado foi convergente com a média para o mês de agosto, observada desde 2011 e influenciado pelos setores de veículos e couro e calçados”, disse José Ricardo Roriz, segundo vice-presidente da Fiesp e do Ciesp, em nota divulgada à imprensa.
Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 50% apresentaram variações negativas, com 11 demitindo, sete contratando e 11 permanecendo estáveis.
Os principais destaques negativos ficaram por conta de veículos automotores, reboques e carroceria (-1.598), couro e calçados (-1.426) e produtos de borracha e de material plástico (-1.419).
No campo positivo ficaram, principalmente, produtos diversos (575); produtos de minerais não-metálicos (443) e celulose, papel e produtos de papel (372).

 

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