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Preços voltam a subir e alimentos já acumulam alta de 6,03% no ano, revela estudo

ARNON GOMES – ARAÇATUBA

O custo da alimentação tornou a subir, em agosto, em Araçatuba. O índice de preços alimentos no varejo da cidade registrou alta de 0,60% no mês passado na comparação com o mês anterior.
O levantamento foi divulgado nesta semana pela empresa Educonsultoria, empresa especializada em diagnósticos e prognósticos socioeconômicos, de São Paulo, que tem feito sucessivas pesquisas sobre a variação dos produtos alimentícios na cidade nos últimos seis meses.
Separado por grupo de produtos, os alimentos in natura tiveram um reajuste de 0,57% nesse intervalo, enquanto os processados (como aqueles de prateleira, carnes e panificados) subiram um pouco mais, 0,64%.
Considerando o acumulado do semestre, o índice atingiu reajuste de 6,03%. Frutas, verduras e legumes apresentaram um aumento de 5,93%; já os processados subiram 6,84%.
Como em meses anteriores, o levantamento considerou uma cesta de 70 alimentos in natura e 58 produtos processados. Os pesquisadores do instituto levantaram os preços dessa lista nos últimos finais de semana do mês passado em dois dos principais supermercados varejistas de alimentos no município.
Entre os produtos naturais que apresentaram as maiores altas em agosto na comparação com julho deste ano foram: a cebola (18,39%), os mamões (12,49%), a tangerina (8,45%), as mangas (6,21%), o alho (6,11%) e a banana nanica (5,30%). Apresentaram quedas a laranja (-3,80%), as alfaces (-6,19%), a batata (-6,42%) e o tomate (-8,71%).
PROCESSADOS
No segundo tipo de produtos alimentícios avaliados, os processados, destacaram-se as altas de itens como o frango inteiro (5,80%), o macarrão instantâneo (3,80) e o açúcar (2,98%). Representando os produtos processados que apresentaram maiores quedas em julho, evidenciaram-se os preços do feijão (-4,91%) e da salsicha (-2,91%).
O mais novo resultado divulgado sobre a variação dos preços alimentícios contraria perspectivas otimistas traçadas nos meses anteriores, segundo as quais, com a redução dos juros e a economia aquecida, os custos fossem cair.
De acordo com o órgão, variações climáticas têm contribuído para a alta dos hortifrútis; no caso da carne, mais uma vez, as subidas no valor da carne pesaram no índice.

 

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