AraçatubaCidades

Estiagem e alta temperatura deixam a região com clima de deserto

ANTONIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A região noroeste de São Paulo e parte de Mato Grosso do Sul, no fim do inverno e a poucos dias de começar a primavera (23 de setembro), estão vivendo clima de deserto, com estiagem, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. Tudo isso causa sérios problemas. A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta à população. Já o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) emitiu nota com cuidados que devem ser observados pelos motoristas. Em Três Lagoas, a temperatura passou dos 40 graus nesta quarta-feira (11) e em Araçatuba, chegou ao 39 graus. A informação é de que nesta quinta-feira a temperatura deve se manter elevada, com mínima de 23 graus e máxima de 36. No entanto, há possibilidade de chuva.
Em nota de alerta divulgada na terça-feira (10), a Defesa Civil do Estado alertou para as altas temperaturas na Região Metropolitana de São Paulo, Campinas e São José dos Campos, com a temperatura podendo chegar a 35 graus. Já para as regiões de Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Presidente Prudente, podendo chegar a 39 graus. A mesma temperatura que chegou em determinados regiões de Araçatuba, conforme registrado por estações de diferentes órgãos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontou Três Lagoas como a cidade mais quente da região, superando os 40 graus. A situação fica ainda mais preocupante devido à baixa umidade relativa do ar, que em Araçatuba atingiu 21%. E pode cair ainda mais.
Devido a esta situação, a Defesa Civil indicou alguns cuidados que devem ser observados, como: evitar realizar exercícios físicos ao ar livre nos momentos mais quentes do dia (11h às 17h); permanecer em locais protegidos do sol; evitar sair ao ar livre sem proteção solar; usar soro fisiológico nos olhos e narinas; e umidificar o ambiente.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta quer as temperaturas devem permanecer elevadas até domingo (15), mantendo os 39 graus em Araçatuba.

UMIDADE RELATIVA DO AR
Umidade relativa do ar, forma simplificada, significa o quanto de água na forma de vapor existe na atmosfera no momento em relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. A umidade do ar é mais baixa principalmente no final do inverno e início da primavera, no período da tarde, entre 12 e 16 horas.
Com baixa umidade, podem surgir vários problemas, como sangramento pelo nariz; ressecamento da pele; irritação dos olhos;
eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos; aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.
ESCALA
Para efeitos de cuidados, existe a escala psicrométrica e a classificação dos estados. Entre 21 e 30% – estado de atenção;
entre 12 e 20% – estado de alerta; abaixo de 12% – estado de emergência. Cada estado tem as suas recomendações.

HIDRATAÇÃO
Com temperatura elevada e baixa umidade relativa do ar, as pessoas devem consumir bastante líquido.

Araçatuba registra as temperaturas mais elevadas dos últimos anos
A população de Araçatuba tem reclamado muito da temperatura dos últimos dias, especialmente na terça-feira e quarta-feira. A reportagem de O LIBERAL REGIONAL fez levantamento da temperatura nos primeiros nove dias do mês de setembro desde 2001. Foi considerado o dia 9, pois foi a última atualização do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. De acordo com o levantamento, somente em 2004 a temperatura chegou a 39 graus nos primeiros dias de setembro. Foi no dia 9 de setembro,
Os números mostram que o mês de setembro de 2019 está sendo atípico, com temperaturas elevadas. Até mesmo a média da mínima registrada no período está elevada.

ANO

(01 a 09 de setembro)

VOLUME DE CHUVAS TEMPERATURA MÁXIMA TEMPERATURA MÍNIMA MÉDIA DA TEMPERATURA MÁXIMA MÉDIA DA TEMPERATURA MÍNIMA
2001 0,0 34,0 18,0 32,2 20,7
2002 22,3 28,0 11,0 25,8 14,3
2003 7,6 32,0 16,0 28,7 18,3
2004 0,0 39,0 19,0 34,8 22,9
2005 11,0 33,0 12,0 30,3 17,8
2006 10,4 33,0 5,0 26,1 13,1
2007 0,0 35,4 15,0 34,6 16,7
2008 2,0 38,5 10,9 33,1 14,2
2009 64,5 35,3 15,7 32,0 18,3
2010 0,0 37,0 14,9 33,3 16,0
2011 13,2 38,1 9,1 33,3 13,6
2012 0,0 36,4 12,0 34,1 15,8
2013 0,0 35,3 16,0 30,8 16,3
2014 0,3 38,3 15,0 33,2 17,1
2015 26,5 36,2 16,2 33,5 17,4
2016 41,9 31,7 11,5 24,5 13,8
2017 0,0 35,3 14,8 33,1 16,3
2018 0,6 36,5 11,4 30,7 14,2
2019 38,4 36,6 14,6 31,3 17,8

Comment here