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Araçatuba aparece acima da média nacional na qualidade da merenda servida nas escolas

ARNON GOMES – ARAÇATUBA

O leitor assíduo de O LIBERAL REGIONAL deve lembrar da pequena Giovana, então com 4 anos de idade, que, em matéria publicada por este jornal em 12 de maio do ano passado, disse, ao se referir sobre a refeição servida na escola onde estuda: “Eu como aqui, porque a comida é a melhor que a de casa”. Na oportunidade, reportagem mostrava a qualidade da merenda servida na Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Maria Aparecida Pimentel Ferraz, no Jardim Rosele, onde a menina estuda. Pouco mais de um ano após aquela publicação, números recentes divulgados pela Prefeitura confirmam ainda mais a boa avaliação feita pelas crianças na rede municipal de ensino.
Uma das principais fontes de recurso para o município bancar a alimentação de todos os alunos das escolas municipais vem da participação no PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), voltado à assistência financeira suplementar, do governo federal. Uma das metas do programa é o município garantir uma refeição diária com aproximadamente 350 kcals (quilocalorias) e 9 gramas de proteínas, oferecendo, na escola, a cobertura de, no mínimo, 15% das necessidades diárias do aluno.
Números divulgados pela Secretaria Municipal de Educação revelam que os cardápios oferecidos aos estudantes da rede estão bem acima quantidade exigida pelo programa, indo além do percentual estabelecido por dia.
Segundo a pasta, os cardápios das refeições oferecidas nas unidades de ensino mantidas pelo poder público local levam em consideração a faixa etária, o tipo de ensino e o período de permanência.
No berçário, de 0 a 2 anos de idade, em cinco refeições diárias servidas a cada bebê, a quantidade de quilocalorias chega a 885. Para as crianças da creche, com idade de 2 a 5, o volume alcançado em quatro refeições por dia é ainda maior: 995 kcal. Já no ensino fundamental, que vai dos 6 aos 11 anos, ocorre uma variação entre os períodos integral e parcial. No integral, em quatro refeições servidas diariamente, são 860 kacaal; já no parcial, 510. Mas, nesse caso, quantidade de momentos voltados à alimentação, obviamente, é menor: duas por dia. Por fim, na Eja (Educação de Jovens e Adultos), onde a idade dos alunos varia dos 19 aos 87 anos, o volume médio de quilocalorias por dia, em apenas uma refeição, é de 435, ou seja, também superior ao preconizado pelo PNAE.
Todas estas informações constam em documento encaminhado pela gestão do prefeito Dilador Borges (PSDB) à Câmara Municipal no último dia 29, em resposta a requerimento do vereador Arlindo Araújo (Cidadania) que questionava se as escolas públicas conseguem oferecer a quantidade mínima de calorias exigidas para suprir as necessidades de um aluno, conforme prevê o programa federal.
No texto, a administração municipal informa que, somente neste ano, o valor total repassado a Araçatuba pelo PNAE já chega a R$ 1.951.628,20, segundo informação obtida junto ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Ao longo do ano passado, o montante ficou em R$ 2.257.964,00.

 

Por ano, são gastos até R$ 8 milhões com refeição

De acordo com a secretária municipal de Educação, Silvana de Sousa e Souza, o valor anual médio repassado pelo PNAE a Araçatuba – em torno de R$ 2,5 milhões – representa pouco mais de um quarto do total gasto pela Prefeitura com a merenda escolar. Ela ressalta que, por ano, considerando os recursos próprios injetados no subsetor, além da verba do PNAE, a despesa chega a R$ 8 milhões. O trabalho é feito para atender uma rede composta por aproximadamente 16 mil alunos.
A titular da rede municipal de ensino avalia que, dessa forma, o poder público consegue garantir uma alimentação saudável e de qualidade às crianças. Ela pontua que faz parte das próprias resoluções do PNAE o fato de não haver enlatados nem embutidos nos cardápios, que são divulgados na internet.
Os embutidos, destaca Silvana, são empregados apenas em ocasiões especiais, como o Dia das Crianças, em cujas comemorações costumam ser servidos cachorros-quentes aos alunos.

 

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