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Aumentam os crimes por meio de aplicativos de celular e internet

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

O artigo 171 do Código Penal refere-se ao estelionato; “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. A pena é de reclusão, de um a cinco anos, e multa. Portanto, estelionato acontece quando uma pessoa usa o engano ou a fraude para levar vantagem sobre alguém. Se considera como um crime patrimonial, todavia, diferentemente de outros delitos, também, patrimoniais, não há uso da força, somente uso de artifício ardil para convencer a vítima a entregar-lhe algum bem. Como a sociedade evolui, os golpistas também aprimoram o estilo. Hoje, usam aplicativos de celulares, portais de compra da internet e outras artimanhas.
Durante muitos anos o estelionato mais comum era o famoso “golpe do bilhete premiado”. Neste golpe, o estelionatário convencia a pessoa que o bilhete estava premiado. Porém, por algum motivo, não tinha como recebe-lo. Geralmente aparecia outra pessoa, aparentemente estranha, que se propunha a conferir ou ir buscar o dinheiro. Para ir reclamar o suposto prêmio, a vítima é induzida a deixar algum de valor, geralmente dinheiro. Na Caixa ou lotérica, ficava sabendo que não havia prêmio. Ao retornar, não encontrava mais pessoas.
Com a evolução da tecnologia, os golpes também se modernizaram. O golpe do bilhete ainda é praticado, mas é muito raro. Agora usam WhatsApp, sites de compras (desapego) e até mesmo portais reconhecidos como seguros. O bandidos aprimoram os golpes. Isso acaba enfraquecendo as negociações pela internet e muita gente volta às compras no mercado físico. Além disso, há os golpes que usam telefone, com os bandidos simulando ser familiares ou estarem com familiares das vítimas e pedem dinheiro.

PENSIONISTA
No início da tarde de sexta-feira, uma pensionista de 73 anos, residente no Bairro Umuarama, em Araçatuba, recebeu o telefone de um homem dizendo que seu filho e que estava sequestrado. Passou o telefone para outra pessoa, exigindo R$ 10 mil para libertá-lo. A mulher disse que era pobre e não tinha este valor. O golpista reduziu o preço pára R$ 1 mil e a mulher fez o depósito, como ele mandou. Ao voltar para casa, o golpista insistia e queria mais dinheiro. A todo momento ele dizia que iria matar o filho da vítima. Em determinado momento, ela ligou para a filha e recebeu a informação que o filho estava bem e trabalhando. Foi assim que percebeu quie havia caído no golpe.

WHATSAPP
Pouco antes de meia noite de quinta-feira, o gerente comercial M.H.M., 39 anos, foi chamado por um vizinho que perguntou se ele estava acontecendo alguma coisa, pois tinha recebido uma mensagem de WhatsApp na qual o gerente pedida dinheiro emprestado, alegando que passava por problemas. Rapidamente ele passou a avisar seus contatos sobre o problema. Porém, sua cunhada já havia feito uma transferência de R$ 1,3 mil. O gerente comercial disse que havia feito anúncio em um site de classificados e enviaram código sms para que ele fizesse a validação. Suspeita que neste momento tenham usado o seu WhatsApp.

 

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