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Justiça decreta prisão preventiva de Chinelo e mais três investigados

No final da tarde desta sexta-feira, o juiz federal Pedro Luís Piedade Novaes, da 2ª Vara Federal de Araçatuba, converteu as prisões temporárias para preventivas de quatro presos na Operação #TUDO NOSSO, desenvolvida pela Polícia Federal na terça-feira (13), resultando na prisão de 15 pessoas suspeitas de envolvimento em esquema que teria causado prejuízo à Prefeitura de Araçatuba. A reportagem apurou que foi solicitada conversão em preventiva de cinco presos, mas o juiz optou por liberar a quinta pessoa, mediante algumas restrições. Como o prazo de cinco dias termina à meio noite deste sábado e até ontem no início da noite não havia pedido de prorrogação, os demais preços podem ser soltos.
A reportagem de O LIBERAL REGIONAL apurou que foi pedida a conversão em prisão preventiva (sem prazo para sair) de José Avelino Pereira, o Chinelo (suposto líder do esquema), seu filho Igor Tiago Pereira, José Cláudio Ferreira, o Zé Pera (muito próximo de Chinelo), Mendes (presidente do Conselho de Saúde e assessor executivo da Secretaria de Governo) e Gilson Martinez (contador das empresas de Chinelo). Dos cinco, apenas Gilson Martinez não teve a prisão temporária convertida em preventiva. No entanto, o juiz fixou medidas cautelares como comparecimento em juízo, proibição de acesso ou frequência a quaisquer repartições das pessoas jurídicas alvos da investigação; proibição de acesso ou frequência à prefeitura e de ausentar-se da comarca, sem prévia autorização do juízo; recolhimento domiciliar no período noturno, entre outras medidas.
Outras 10 pessoas que foram presas temporariamente, pode sair ao término do prazo de cinco dias. Elas foram ouvidas pela Polícia Federal.
A OPERAÇÃO
A operação deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (13) em Araçatuba e outros quatro municípios do estado de São Paulo, foi resultado de dois anos de investigação que apontaram um suposto esquema criminoso de desvios de recursos públicos na Prefeitura Municipal envolvendo empresas que prestam serviços terceirizados. Na terça-feira foram 10 prisões em Araçatuba, duas em Itatiba e uma em Jundiaí.

ESQUEMA
De acordo com informações da Polícia Federal, o esquema envolve contratos no valor de R$ 15 milhões, cifra que pode aumentar, conforme o decorrer das investigações e foram objetos de análises nos últimos dois anos.
Durante as apurações, a PF apurou indícios Chinelo seria o mentor de um esquema de desvio de recursos públicos mediante a utilização de várias empresas registradas em nome de “laranjas” e familiares, com o objetivo de fraudar licitações e celebrar contratos de prestação de serviços com o município de Araçatuba.
DECISÃO
No mesmo dia o prefeito Dilador Borges exonerou quatro pessoas presas que que ocupavam cargos comissionados e determinou pente-fino para analisar os contratos de prestação de serviço e de parcerias. Maria Cristina Domingues, pediu exoneração do cargo de Secretaria de Assistência Social.
À DISPOSIÇÃO DA JUSTIÇA
O advogado Hermenegildo Nava, cujo escritório representa duas pessoas citadas na investigação – a ex-secretária de Assistência Social, Maria Cristina Domingues e Sílvia Teixeira, que está presa, além de acompanhar o processo para Dilador Borges e Edna Flor (como pessoas físicas), disse que ambos, embora até agora não tenham sido intimados ou convidados a falar no processo, colocaram-se à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos. Por força do cargo ocupado, Dilador tem foro privilegiado. Segundo Nava, até o momento o TRF não vislumbrou qualquer participação de Dilador.

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