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‘Tenho plena convicção de que não houve fraude’, diz corregedor

ARNON GOMES – ARAÇATUBA
Diante da repercussão do episódio, no fim da tarde, a Prefeitura convocou a imprensa para uma entrevista coletiva. O chefe de gabinete, Deocleciano Borella, o corregedor do município, Jaime Gardenal Júnior, e o assessor executivo da Secretaria de Administração, Carlos Alberto Coelho Salesse, atenderam os jornalistas.
Apesar de reconhecerem a ligação política dos funcionários com Chinelo, os representantes do poder público negaram qualquer influência dos envolvidos no esquema deflagrado pela Polícia Federal nos rumos das secretarias. “Apesar de todos eles serem servidores comissionados, nenhum tem contato com processo licitatório”, afirmou Borella. Na coletiva, o trio evitou em anunciar a demissão dos funcionários ligados a Chinelo. Quando questionados sobre essa possibilidade, na coletiva, Borella afirmou: “Se houver comprovação de culpa, serão exonerados”. Até mesmo sobre a abertura de uma eventual sindicância, o discurso foi moderado.
Porém, quando eram quase 19h, a assessoria de imprensa da Prefeitura confirmou, em nota, a decisão de Dilador Borges pelas demissões. Segundo o governo tucano, os quatro funcionários atuavam em secretarias distintas: Assistência Social, Governo, Administração e Saúde. Conforme o texto oficial, o prefeito também aceitou o pedido de demissão da secretária de Assistência Social, Maria Cristina Domingues. De acordo com a Prefeitura, ela tomou essa decisão por acreditar que, afastada do cargo, poderia contribuir melhor com as elucidações dos fatos.
Durante a coletiva, os secretários de Dilador enfatizaram que a atual gestão continuará colaborando com as investigações e que a preocupação com a transparência está na ordem do dia da administração.
Borella citou como exemplo dessa mentalidade multa aplicada, no valor de R$ 60.588,00, a uma das empresas de Chinelo, responsável pela limpeza em escolas, por descumprimento contratual.
“Nós estamos indignados. Tenho plena convicção de que não houve fraude. A transparência se impôs nesta administração”, afirmou Gardenal a um público que, além de repórteres, tinha vereadores e secretários municipais.
Destacou também que, mesmo com as denúncias de irregularidades, todos os contratos foram rigorosamente cumpridos. Para a limpeza, os contratos envolviam um universo de 16 mil estudantes e mais de mil funcionários, enquanto os serviços do IVVH atingiam 50 mil pessoas.

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