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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

No TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), ele começou, atingiu o ponto alto de sua carreira e se aposentou. Pouco mais de um ano após assumir a função de desembargador na Câmara de Direito Privado do órgão, Nilton Santos Oliveira acaba de se aposentar. Como reconhecimento a uma carreira brilhante na magistratura, Nilton recebeu uma justa homenagem no tribunal. “Só tenho a agradecer pelo período que estive aqui, a maneira que os colegas me receberam, nossa excelente convivência. Aqui se faz Justiça, são todos muito preocupados com a realização da Justiça. Isso é algo que pude testemunhar. Tive uma maravilhosa experiência na Corte paulista e levarei as recordações pelo resto da vida”, disse o juiz, em matéria divulgada pelo próprio TJ.
Baiano de São José do Prado, uma cidade próxima a Porto Seguro, Oliveira chegou ao posto de desembargador em 12 de abril do ano passado após duas décadas exercendo a magistratura em Araçatuba.
E é à cidade para a qual foi “indicado por Deus”, conforme disse em entrevista ao LIBERAL em 29 de abril do ano passado, que Oliveira voltará após a temporada vivida em São Paulo. Nesta que é uma das maiores cidades do Noroeste Paulista, mora a família do magistrado – sua esposa Silvia e os filhos João Batista, 13, e Maria Beatriz, 17. Isso, além dos vínculos que tem.
Durante a última sessão de que participou na Justiça paulista, o presidente da câmara a que Nilton pertencia, Carlos Eduardo Donegá Morandini, declarou, sobre Oliveira: “Agora virá o merecido descanso, depois de tantos anos de magistratura. Como sempre digo, é muito mais difícil deixar a magistratura do que ingressar na carreira. Assim, ficam meus votos de felicidade para a nova fase que se aproxima. Meu muito obrigado”.
Com 62 anos de idade, Oliveira tem quase quatro décadas no exercício do direito. Graduou-se pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), em São Paulo, em 1985. Mas começou bem antes de se formar. Foi escrevente do TJ-SP de 1981 a 87. Dois anos depois, tomou posse como procurador do Estado. Até que, em 1991, ingressou na magistratura. Naquele mesmo ano, foi promovido a juiz auxiliar na Capital e, em 1997, assumiu a 2ª Vara Cível de Araçatuba.
Toda essa trajetória foi a coroação de uma carreira marcada por muita luta e muito estudo, especialmente para superar as adversidades. Filho de lavradores, Oliveira morou na sua cidade natal até os 10 anos de idade. Foi quando a família se mudou para a cidade baiana de Vitória da Conquista. Lá, passou sua adolescência e conseguiu seu primeiro emprego, na função de auxiliar de serviços gerais em uma loja de veículos. Depois, trabalhou em um escritório de supermercado. Chegou a morar em Brasília, onde frequentou seminário para ser padre.
Ciente da função social do ofício ao qual se dedicou a maior parte da sua vida, Oliveira disse a este mesmo jornal naquela entrevista de abril de 2018: “Somos parte da sociedade. Os juízes não podem ser vistos como seres distantes da sociedade”.

 


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