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Mãe dá à luz a trigêmeos

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Se a possibilidade de se gerar gêmeos é de uma a cada cem gestações, trigêmeos já são considerados raros pela medicina. Porém, aconteceu em Araçatuba. Mãe de outras duas meninas, Tatiana Auxiliadora Nolasco deu à luz a João Miguel, José Wilker e Maria Alycia no dia 9 de junho. Superada a surpresa da notícia da gravidez e a dor do parto, a moça de 29 anos e seu marido, Anselmo da Silva, da mesma idade, estão diante de um novo desafio: garantir a dignidade e a assistência à família que aumentou de forma inesperada.
Moradora do bairro Porto Real 2, a família tem uma renda média de R$ 2,9 mil – Anselmo, que é soldador, recebe aproximadamente R$ 2 mil e Tatiana, em torno de R$ 900. Desde que soube que iria ter três filhos de uma só vez, em janeiro, então com nove semanas de gestação, a moça está afastada do seu trabalho, de balconista.
“Fiquei assustada. Não sabia se ria ou se chorava naquele momento”, conta a jovem, ao relembrar do momento no qual recebeu a notícia. A partir dali, uma corrente de apoio se formou para amparar a família. Ganharam berços, carrinho de gêmeos, cadeirinhas, roupas, calçados, entre outros itens necessários à assistência das crianças.
Uma mobilização nas redes sociais garantiu vários pacotes de fraldas para a família. Mas a rotina ainda é bastante puxada. Todos os dias, a Tatiana tem que ir à Santa Casa, onde outros dois bebês permanecem na UTI Neonatal. Apesar de o quadro dos meninos ser considerado estável, a mãe precisa tirar leite para amamentá-los.
NASCIMENTO
Os trigêmeos nasceram quando Tatiana estava ainda com 28 semanas de gravidez. A menina, que teve alta há duas semana, nasceu com 1,460 quilos. João e José chegaram com 1,380 e 1,290 quilos, respectivamente.
Por dia, Tatiana precisa deixar no hospital sete fraldas tamanho RN (recém-nascidos) para cada uma das crianças. Hoje, quando vendido em promoção, um pacote com 18 peças desse modelo é vendido, em média, a R$ 16,90.
A família tenta ainda conseguir recursos para a construção de um novo quarto, maior, nos fundos do imóvel, onde ficarão as três meninas – além de Maria Alícia, Mikaele, de 10 anos, e Marjorie, 4. Os meninos ficarão no cômodo já existente. Para a obra, a família já recebeu alguns materiais, como cimento e tijolos. Mas ainda falta muito.
APOIO
A principal ajudante de Tatiana é a própria mãe, Edilma Auxiliadora, de 48 anos. Ela considera sua “menina” uma guerreira. “O pior já passou”, diz. Tatiana relembra que enfrentou uma gravidez considerada de alto risco. “Tive muitos sangramentos”, relembra. Apesar de estar acompanhando a luta da filho e do genro, dona Edilma não esconde a felicidade com o momento. “Estou contando as horas para ver meus outros dois netos”, afirma, que já tem sete netos – os cinco de Tatiana e dois de seu outro filho, Douglas, morador do bairro Água Branca.
Outra importante colaboradora com doações à família nesse momento tem sido a professora Katia Nascimbeni, membro e voluntária da Associação Jessé de Araçatuba, entidade assistencial cristã. Ela conta que chegou a Tatiana através de outro casal, que tinha um bebê com problemas de saúde e vinha recebendo apoio da associação. “Então, me pediram para ajudar a família da Tatiana. Esse é o trabalho da associação: buscar ajudar de alguma forma. Fazemos entrega de cestas básicas, mas também há uma doação de amor, de transmissão da palavra de Deus… Assim, atendemos com o mínimo que se precisa”, explica a voluntária.

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