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No Dia do Rock, Interior mostra a força do ritmo

ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Pode estar em ambientes reservados e ou restrito a tribos. O rock tem o seu espaço em Araçatuba. A conclusão aparece no documentário “Araçatuba depois da meia-noite, um documentário sobre o rock”, lançado em DVD pelo jornalista araçatubense Renato de Oliveira Costa. Ao falar sobre o 13 de Julho, em que se comemora do Dia Mundial do Rock, o autor acredita que sua produção ajuda a desmistificar a ideia de que o gênero não tem força em cidades do Interior, onde as músicas de raiz e sertaneja fazem parte da cultura e estão no gosto popular.
O vídeo procura mostrar o quanto ritmo é seguido na maior cidade da região. Destaca os bares que têm surgido, com altos investimentos e, ao mesmo tempo, abrem espaço para diferentes bandas do gênero se apresentarem. Um deles, inclusive, tem aberto espaço para grupos estrangeiros. Entrevista um produtor musical de São Paulo que, ao promover um festival em Araçatuba, trouxe um ex-vocalista da banda britânica Iron Maiden e um guitarrista sueco que está entre os melhores do mundo. Revela também a segmentação do público, com jovens seguidores do heavy metal, hard rock, granges, entre outros subgêneros.
Mas, diante de todo esse contexto, qual seria a característica dos grupos de rock de Araçatuba? “No âmbito local, bandas covers, que tocam músicas de artistas famosos, têm sucesso garantido. Isso, para os bares, é interessante por atrair mais público. O cover caracteriza, então, a maioria das bandas da cidade”, responde Renato, ressaltando que, por isso, as bandas da cidade possuem uma certa influência europeia.
O trabalho também não deixa de fazer uma abordagem sobre o ritmo no contexto nacional. Fala dos anos 1980, em que o rock foi a “música oficial do Brasil”, conforme define o jornalista Júlio Maria, do jornal O Estado de S.Paulo, entrevista no documentário.
Renato conta que o video foi apresentado, inicialmente, como TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de Jornalismo. Mas ele já trabalha para dar passo mais largos com a obra. “Tenho feito um trabalho de exposição na mídia e já o enviei ao Rio de Janeiro para oficializá-lo como produto brasileiro”, destaca.
Ele ressalta que o debate com a comunidade roqueira local sobre a falta de cenários para o gênero na cidade o motivou a se lançar ao desafio de produzir o documentário.

 

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